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InternetNotícias

Meta confirma que um engenheiro de dados esteve na origem da pirataria de filmes para adultos

A Meta respondeu ao processo milionário por pirataria de filmes para adultos, atribuindo os downloads ilegais à rede doméstica de um dos seus engenheiros de dados e negando o uso dos vídeos para treinar inteligência artificial.

Pedro Tróia
Publicado em 29 de Julho, 2026
Tempo de leitura: 4 min
Logo Meta
Neste artigo
  • A ligação ao engenheiro de dados
  • Treino de IA e a defesa “de minimis”
  • Batalha legal em várias frentes

No no ano passado, as produtoras de conteúdos para adultos Strike 3 Holdings e Counterlife Media avançaram com um processo por violação de direitos de autor contra a Meta. A acusação indicava que a gigante tecnológica descarregou milhares dos seus filmes através de redes BitTorrent para treinar modelos de inteligência artificial. Agora, a queixa foi actualizada para abranger 2973 obras, o que eleva as potenciais indemnizações para uns impressionantes 446 milhões de dólares, segundo o site TorrentFreak.

A ligação ao engenheiro de dados

Na resposta ao tribunal federal da Califórnia, a empresa liderada por Mark Zuckerberg negou todas as acusações de recolha organizada de dados para fins empresariais, mas ofereceu uma explicação para os endereços IP envolvidos. A queixa original identificava um funcionário que alegadamente usou um endereço residencial para descarregar os conteúdos. A Meta confirmou que o filho adulto do titular do contrato de Internet trabalhou na empresa, primeiro como trabalhador contingente e, mais tarde, como engenheiro de dados.

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Com esta formulação, a tecnológica posiciona a actividade no BitTorrent como um acto estritamente pessoal realizado na rede doméstica de um familiar, sem qualquer ligação às pesquisas da empresa. A Strike 3 terá identificado o indivíduo através do LinkedIn, argumentando que as infracções a partir dessa conta pararam exactamente quando o contrato do funcionário com a Meta chegou ao fim.

Treino de IA e a defesa “de minimis”

A Meta rejeita categoricamente ter descarregado ou partilhado filmes para adultos. No entanto, a empresa admite estar a descarregar partes de conjuntos de dados de texto públicos, inclusive através de torrents, para desenvolver e treinar os seus modelos de linguagem LLaMA. Este apetite voraz por dados para treinar algoritmos é uma constante na indústria, especialmente quando concorrentes diretos continuam a apresentar modelos de inteligência artificial mais avançados e económicos.

Para se defender das acusações de partilha ilegal, a tecnológica adoptou uma estratégia invulgar. Em vez de negar que os dados foram carregados a partir dos seus endereços IP, argumenta que qualquer partilha durante o processo de torrent foi “de minimis”. Ou seja, os fragmentos trocados não resultaram na criação de uma cópia identificável ou utilizável de qualquer obra protegida.

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Batalha legal em várias frentes

Além de desvalorizar a partilha de ficheiros, a Meta ataca os próprios direitos de autor da Strike 3, sugerindo que os filmes para adultos podem incorporar obras de terceiros sem permissão ou ser derivados de trabalhos pré-existentes não declarados. A tecnológica reserva ainda o direito de invocar o fair use, caso seja necessário, embora mantenha que não utilizou os vídeos em questão.

Com centenas de milhões de dólares em jogo, a empresa prepara-se para lutar de forma aguerrida, estando a mediação agendada para o início de Agosto. Este é apenas mais um desafio judicial para a gigante tecnológica, que frequentemente enfrenta os tribunais, embora recentemente tenha visto um litígio sobre a dependência gerada pelas suas plataformas ser encerrado antes de chegar a julgamento.

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Etiquetas:MetaPirataria
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