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A ler: União Europeia exige abertura do Android a inteligência artificial da concorrência
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Inteligência ArtificialNotícias

União Europeia exige abertura do Android a inteligência artificial da concorrência

A União Europeia quer acabar com o monopólio da Google na inteligência artificial e exige a abertura profunda do Android a assistentes de terceiros.

Pedro Tróia
Publicado em 21 de Julho, 2026
Tempo de leitura: 4 min
Android
Imagem - Google
Neste artigo
  • Mais liberdade de escolha nos smartphones
  • Partilha de dados e prazos definidos
  • Preocupações com a segurança e privacidade

A União Europeia ordenou que a Google abra o seu sistema operativo móvel a aplicações de inteligência artificial de terceiros. A decisão surge para evitar que a gigante tecnológica utilize a sua posição dominante no mercado para prejudicar a concorrência. De acordo com o site Engadget, a medida vai obrigar a empresa a partilhar dados de pesquisa e a dar um acesso profundo às funcionalidades do sistema a programadores externos.

Mais liberdade de escolha nos smartphones

Actualmente, os assistentes virtuais rivais têm um acesso muito limitado às ferramentas do sistema quando comparados com o Gemini da Google. Com as novas exigências, as alternativas de terceiros vão poder interagir com outras aplicações, ler o que está a acontecer no ecrã e responder a comandos de voz de forma nativa.

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Na prática, um assistente concorrente poderá redigir um e-mail, pedir um táxi ou até alterar definições do sistema, algo tão profundo como gerir a privacidade e ocultar documentos sensíveis no dispositivo. Os utilizadores deverão ter direito a um ecrã de selecção para escolher a sua inteligência artificial predefinida, um processo semelhante ao que já acontece quando é necessário escolher um browser na configuração inicial do equipamento no espaço europeu.

Partilha de dados e prazos definidos

Além das alterações no sistema operativo, a Comissão Europeia exige que a Google partilhe informações de pesquisa com motores de busca concorrentes e chatbots. Estes dados incluem classificações, consultas e cliques, mas terão de ser rigorosamente anonimizados para proteger os utilizadores. A Google tem até Janeiro de 2027 para definir os preços e iniciar esta partilha de dados.

Já as mudanças no sistema móvel devem chegar com o Android 18, o mais tardar até 1 de Agosto de 2027. A única excepção vai para a detecção simultânea de palavras de activação por vários assistentes, que tem prazo até ao Android 19, em 2028. A Google terá de oferecer este acesso de forma gratuita, garantindo que as alternativas funcionam tão bem como as suas próprias soluções, sejam elas o assistente principal ou até ferramentas específicas como a recente aplicação financeira da marca impulsionada por algoritmos avançados. Para garantir que o equipamento não perde desempenho com estas novas integrações constantes, os utilizadores poderão continuar a realizar manutenções regulares, como eliminar ficheiros temporários para dar mais velocidade ao sistema.

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Preocupações com a segurança e privacidade

Kent Walker, presidente de assuntos globais da Google, já respondeu às exigências, a afirmar que estas decisões colocam em risco a privacidade e a segurança de milhões de europeus. O executivo defende que a abertura forçada do sistema vai enfraquecer as protecções dos dispositivos e que a partilha de dados de pesquisa pode até colocar em perigo a segurança nacional.

Curiosamente, a Apple saiu em defesa da Google neste processo. A empresa da maçã enfrenta exigências semelhantes ao abrigo da Lei dos Mercados Digitais (DMA) e optou por não disponibilizar a sua nova inteligência artificial na Europa para não ter de a abrir a terceiros. Enquanto a Apple bloqueia os seus serviços, a Google parece estar a trabalhar para cumprir as regras, mesmo sob forte protesto, mostrando que o braço de ferro entre as gigantes tecnológicas e Bruxelas está longe de terminar.

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Etiquetas:AndroidUEuniao-europeia
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