O Unicorn Stage foi palco de um evento que reuniu as 13 startups presentes na Smart City of Rock, investidores e parceiros para promover o ecossistema de empreendedorismo nacional e internacional. Egon Barbosa, CEO da Liquid Innovation Co. e criador da Smart City of Rock, revelou que o objectivo da iniciativa foi promover a inovação «dando espaço e visibilidade a boas soluções que possam acrescentar valor à sociedade». O responsável partilhou os dados gerados na cidade inteligente em que se transformou o Rock in Rio Lisboa e que contou com candidaturas «de mais de 100 startups das quais foram seleccionadas 13 finalistas». O CEO partilhou que existiram «quase 40 mil participantes nas actividades que as startups e as empresas disponibilizaram ao público presente» e que foram processados «1,24 terabytes de dados». Além disso, o stand Smart City Hub recebeu «5617 visitantes». Egon Barbosa avançou ainda que com base na Smart City of Rock foram definidas «oito áreas prioritárias para serem agora testadas na cidade em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa».
Presente no Smart Rock Tank esteve também Maria Luísa Aldim, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que falou da importância destas iniciativas ajudarem «a democratizar a inovação», garantindo que, na cidade, esta é feita «em prol das pessoas» e com um propósito. Roberta Medina (vice-presidente executiva do Rock in Rio) disse que a Smart City of Rock pretende ser «um espelho do que há de bom na sociedade para o conseguir amplificar e multiplicar». A responsável realçou ainda que o evento usa «a música para falar de um mundo melhor», promovendo «a sustentabilidade, a inovação e a tecnologia».
Do Rock in Rio para Lisboa
No painel que reuniu os parceiros que fizeram a Smart City of Rock acontecer, Rita Tomé Rocha (directora executiva da Universidade de Lisboa) descreveu a colaboração entre entidades públicas e privadas como o modelo ideal para apoiar a inovação e enfatizou que o objectivo da academia é testar projectos e partilhar o seu conhecimento com a sociedade: «Não faz sentido estarmos no topo da torre, a gerar todo este conhecimento e mantê-lo a portas fechadas».
Por seu turno, Gil Azevedo (director executivo da Unicorn Factory Lisboa) sublinhou que a missão da entidade é «criar os processos necessários para que os empreendedores tenham sucesso, escalem os seus negócios e se tornem globais». Este responsável realçou que o festival foi uma «oportunidade incrível para as startups apresentarem os seus projectos a investidores num ambiente real». Por último, defendeu que «a inovação só prospera quando se junta a cidade, as universidades, as grandes empresas e as comunidades internacionais».
O vereador da CML, Vasco Anjos, reforçou a ideia dizendo que a autarquia só é capaz de inovar com a ajuda de outras entidades e falou da transformação da capital portuguesa: «Estamos a passar por uma grande mudança estrutural na cidade e a preparar-nos para nos tornarmos uma cidade inteligente. Temos muitos sectores que já estão a utilizar ou a tentar estudar a implementação de soluções».
Já Gonçalo Oliveira, Chief B2B Officer da MEO Empresas sublinhou que «o laboratório vivo criado no festival deveria ser expandido a toda a cidade e até ao mundo» para garantir que todos beneficiam da inovação.
No painel, Roberta Medina explicou que gerir 100 mil pessoas num ambiente pacífico e com as infraestruturas a funcionar serve para «mostrar a capacidade de gestão de Lisboa e de Portugal ao mundo», o que ajuda a atrair turismo e novos investimentos. A responsável referiu também a necessidade de olhar sempre para as falhas e aprender com os erros para garantir que «o festival continua a evoluir e a inovar».
Um laboratório vivo
A Smart City of Rock foi um «laboratório» onde as startups GetVocalAI, Infinite Foundry, Sensaway, Planta Smart Homes, Trash4Goods, WindCredible, GoParkly, Alia Inclui, Meetball, Indulge Me, Katchit, Yooddle e VRGlass tiveram as suas soluções presentes e oportunidades de fazer pilotos para melhorar a experiência dos participantes no Rock in Rio Lisboa.
Durante o Smart Rock Tank, estas 13 finalistas fizeram um pitch de três minutos aos investidores Gonçalo Uva (C2 Capital Partners), Carlos Resende (Business Angel), Ksenia Novikova (Flyer One Ventures), Rui Falcão (CoreAngels), Camile Venot (Armilar), Carlos Bhat (CTT – Correios de Portugal), Diogo Mendonça (Angels Way), Maurizion Calcopietro (COREangels Atlantic & COREangels), Marcelo Carrullo (Drummond Advisors) e Tomás Fuzeta da Ponte (Caixa Capital), de forma a angariarem fundos para continuarem a sua jornada de inovação e escalarem os seus produtos e plataformas.
Além disso, estas startups apresentaram os resultados obtidos pelos projectos na Smart City of Rock e em que, por exemplo, a GoParkly, conseguiu ter 900 lugares de estacionamento na sua plataforma e angariar «3 mil novos utilizadores», além de ter ajudado a poupar «mais de uma tonelada de emissões de CO2». Por outro lado, a Trash4Goods conseguiu «recolher mais de mil copos reutilizáveis», ter «450 novos utilizadores» e reduzir «mais de três toneladas de emissões de CO2» no Rock In Rio e a Windcredible através das suas turbinas produziu energia eólia para «carregar quase 800 telemóveis».
