A Sony não está disposta a assumir prejuízos avultados com o hardware da sua próxima geração de consolas. Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, a gigante nipónica deixou claro que a estratégia de subsidiar o preço dos equipamentos para ganhar quota de mercado não vai ser aplicada de forma agressiva na futura PlayStation 6.
Segundo o site VideoCardz, Hideaki Nishino, presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, explicou que não é realista para a marca absorver todos os aumentos de custos dos componentes. A empresa sublinha que não pretende vender hardware com “perdas significativas”, o que levanta sérias preocupações sobre o preço final da próxima consola.
O impacto no preço e no hardware
Com a recente PS5 Pro a chegar às lojas com valores na ordem dos 800 euros, os analistas temem que a PS6 possa aproximar-se da barreira dos mil euros. A inflação no mercado dos semicondutores e a complexidade técnica exigida para dar um salto geracional tornam o fabrico cada vez mais dispendioso para as empresas do sector tecnológico.
Para tentar equilibrar a balança e evitar um preço proibitivo, a fabricante pode ter de tomar decisões drásticas. Uma das medidas para reduzir os custos de produção passa pela possibilidade de o leitor físico de jogos vir a ser totalmente abandonado no modelo base da próxima iteração. Além disso, a necessidade de garantir componentes sem inflacionar demasiado o valor final justifica os rumores de que a chegada da nova plataforma ao mercado pode sofrer um atraso considerável.
Ainda assim, as exigências técnicas vão ser elevadas. As fugas de informação mais recentes indicam que o futuro sistema da Sony pode integrar até 30 GB de memória RAM, um factor que contribui fortemente para o encarecimento da produção e que a marca recusa suportar sozinha.
Uma expansão para lá da sala de estar
Apesar das preocupações com o preço da consola principal, a Sony mostra uma nova visão para o ecossistema PlayStation. Nishino referiu que a marca quer expandir os estilos de utilização, permitindo uma experiência contínua que os jogadores possam desfrutar de forma natural fora da sala de estar.
Esta declaração, aliada ao sucesso comercial da PlayStation Portal, está a ser interpretada como uma forte pista para o desenvolvimento de uma verdadeira consola portátil de nova geração. O lançamento de um dispositivo móvel autónomo serviria como uma porta de entrada mais acessível para o ecossistema da PS6, atraindo tanto os actuais utilizadores da PS5 como os jogadores de PC que procuram alternativas mais económicas.
A fabricante japonesa continua a avaliar o mercado e garante que o seu objectivo principal é fazer com que os consumidores compreendam o valor oferecido em relação ao preço cobrado.