Os pacientes estão «cada vez mais disponíveis» para utilizar ferramentas de inteligência artificial na área da saúde, mas continuam a «exigir supervisão humana, transparência e garantias de segurança». A conclusão surge no mais recente ‘Connected Health Consumer Report‘, da Salesforce, que revela uma «crescente abertura à tecnologia», desde que esta «permaneça integrada nos sistemas e profissionais de saúde tradicionais».
A confiança varia significativamente consoante o contexto de utilização. Segundo o estudo, os utentes têm «três vezes mais probabilidades» de confiar em soluções de IA disponíveis nos portais dos seus médicos que em chatbots públicos ou páginas genéricas na Internet.
Esta presença humana continua a ser vista como «indispensável», sublinha a Salesforce. Cerca de 88% dos inquiridos defendem que as ferramentas de IA destinadas a tarefas administrativas «devem ser supervisionadas por profissionais de saúde», percentagem que sobe para 90% quando estão em causa «funções de apoio clínico». Os inquiridos consideram, ainda, «essencial» a existência de uma opção clara para transferir o atendimento para uma pessoa, tanto em questões administrativas como médicas.
Entre as principais preocupações identificadas pelos participantes estão a «precisão dos diagnósticos e tratamentos», apontada por 36% dos inquiridos; e a «privacidade dos dados clínicos», referida por 30%. Os resultados mostram que a confiança na tecnologia «continua fortemente dependente da fiabilidade das respostas e da protecção da informação pessoal».
Apesar destas reservas, a adopção da inteligência artificial no sector da saúde «continua a crescer», conclui a Salesforce. Actualmente, 61% dos participantes afirmam sentir-se «confortáveis» com a utilização destas ferramentas e 64% mostram-se «disponíveis para partilhar o historial clínico completo com sistemas de IA», caso isso permita «obter diagnósticos mais rápidos».