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PCGuia > Notícias > Inteligência Artificial > Google impõe limites à utilização de inteligência artificial Gemini pela Meta
Inteligência ArtificialNotícias

Google impõe limites à utilização de inteligência artificial Gemini pela Meta

A Google restringiu o acesso da Meta ao modelo de inteligência artificial Gemini devido a limitações de capacidade de processamento, evidenciando os desafios de infra-estrutura no sector tecnológico.

Pedro Tróia
Publicado em 30 de Junho, 2026
Tempo de leitura: 3 min
Gemini
Imagem - Google
Neste artigo
  • A corrida pela infra-estrutura
  • O papel do Gemini nas operações da Meta
  • Desafios globais de processamento

A Google viu-se obrigada a limitar a utilização do seu modelo de inteligência artificial Gemini por parte da Meta, depois de a empresa liderada por Mark Zuckerberg ter excedido a capacidade de processamento acordada. A informação, avançada pelo site Engadget, demonstra que até as maiores gigantes tecnológicas enfrentam dificuldades em garantir poder computacional suficiente para as suas operações.

A corrida pela infra-estrutura

Ao contrário de outras grandes empresas do sector, a Meta não possui um negócio próprio de computação na nuvem. Para colmatar esta falha, a tecnológica está a tentar expandir rapidamente os seus centros de dados, com a promessa de investir 600 mil milhões de dólares nesta área ao longo dos próximos dois anos.

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O aviso sobre os limites de capacidade terá chegado em Março, o que obrigou a dona do Facebook e do Instagram a pedir aos seus funcionários que passassem a usar os tokens de forma mais eficiente.

O papel do Gemini nas operações da Meta

Apesar de desenvolver os seus próprios modelos de linguagem, a Meta recorre ao Gemini para diversas tarefas internas e externas. A escolha inicial recaiu sobre a solução da Google porque esta apresentou um desempenho superior ao do modelo de código aberto Llama. As principais áreas de aplicação incluem:

  • Assistência ao cliente e publicidade: A criação de chatbots para apoiar anunciantes e resolver problemas de utilizadores de forma automatizada.
  • Programação e desenvolvimento: O auxílio aos engenheiros de software na escrita e revisão de código informático.
  • Segurança e moderação: A detecção de esquemas fraudulentos e a remoção rápida de conteúdos prejudiciais nas redes sociais.

Para além da tecnologia da Google, a Meta também emprega outros modelos, como o Claude da Anthropic, para fins semelhantes.

Desafios globais de processamento

Apesar dos milhares de milhões gastos em centros de dados, as grandes empresas continuam a lutar para obter capacidade suficiente para as suas necessidades. A própria Google concordou recentemente em pagar 920 milhões de dólares por mês à SpaceX para usar os centros de dados da xAI, devido ao poder de processamento extra exigido pelo Gemini Enterprise.

Embora a ferramenta esteja a expandir as suas funcionalidades, o custo computacional continua a ser um obstáculo. Os preços dos tokens dispararam recentemente, o que forçou várias empresas a recuar na utilização de inteligência artificial, um problema que afecta até os próprios criadores destas tecnologias.

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Etiquetas:GeminiGoogleMeta
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