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A ler: CEO da Epic critica Valve e classifica regras sobre IA no Steam como irresponsáveis
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PCGuia > Jogos > CEO da Epic critica Valve e classifica regras sobre IA no Steam como irresponsáveis
Jogos

CEO da Epic critica Valve e classifica regras sobre IA no Steam como irresponsáveis

Tim Sweeney, líder da Epic Games, acusa a Valve de prejudicar os estúdios ao exigir a identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial na loja Steam.

Pedro Tróia
Publicado em 26 de Junho, 2026
Tempo de leitura: 3 min
Epic_Games
Neste artigo
  • O peso da transparência no Steam
  • A aposta da Epic Games na inteligência artificial
  • O impacto na indústria e nos postos de trabalho

Nos últimos meses, a inteligência artificial generativa tornou-se uma ferramenta central para muitas empresas de videojogos, que procuram acelerar e melhorar o desenvolvimento. Para ajudar os jogadores a tomar decisões informadas, a Valve começou a exigir que os estúdios declarem a utilização de IA nos títulos vendidos na loja Steam. No entanto, Tim Sweeney, CEO da Epic Games, considera esta postura irresponsável e prejudicial para a indústria.

O peso da transparência no Steam

Segundo o site Wccftech, que cita uma entrevista recente do executivo, Sweeney lamenta a posição em que os programadores se encontram actualmente. O líder da Epic Games afirma que, para um jogo ter sucesso e alcançar o maior público possível, tem de estar no Steam. Contudo, ao fazê-lo, o produto recebe uma espécie de estigma associado à IA, o que acaba por atrair comunidades focadas em boicotar o lançamento.

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Sweeney argumenta que a Valve torna a probabilidade de sucesso muito mais difícil para os criadores, forçando-os a escolher entre não usar ferramentas que aumentam a produtividade ou enfrentar reacções negativas do público.

A aposta da Epic Games na inteligência artificial

A defesa acérrima de Tim Sweeney não é surpreendente, uma vez que o futuro Unreal Engine 6 vai integrar ferramentas de inteligência artificial. O CEO argumenta que a IA permite aos criadores poupar tempo na modelação de objectos básicos, o que ajuda a canalizar os esforços para o que realmente importa: a narrativa, a jogabilidade e a criação de uma experiência única.

Sweeney exemplifica que gastar milhões a desenhar um vaso de flores perfeito é um erro, quando a verdadeira mais-valia está na construção do cenário e da história. A inteligência artificial surge assim como uma via económica para obter conteúdos únicos, capazes de competir com bibliotecas de texturas ou digitalizações 3D.

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Enquanto a Epic defende a optimização do tempo de desenvolvimento através da IA, a Valve prefere optimizar o desempenho técnico dos jogos do lado do utilizador, ao trazer novas tecnologias de aumento de resolução para as placas gráficas mais recentes através da sua camada de compatibilidade.

O impacto na indústria e nos postos de trabalho

Apesar dos argumentos de produtividade, a adopção destas ferramentas pelas grandes empresas levanta preocupações legítimas. A inteligência artificial tem sido frequentemente utilizada como justificação para o despedimento de programadores e artistas, o que torna difícil não olhar para esta tecnologia como uma força desestabilizadora no mercado.

Embora os modelos automatizados actuais ainda não sejam capazes de desenvolver um videojogo de forma autónoma, a evolução rápida levanta questões sobre o futuro do sector e sobre o equilíbrio entre a inovação tecnológica e a manutenção dos postos de trabalho.

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Etiquetas:EpicSteamValve
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