O icónico FPS da id Software está a celebrar o seu trigésimo aniversário. Lançado originalmente a 22 de Junho de 1996, o Quake chegou ao mercado antes de as placas aceleradoras 3D se tornarem comuns nos computadores domésticos.
Rapidamente, o título ficou intimamente associado às actualizações gráficas no PC, impulsionando o uso do GLQuake, a renderização por OpenGL, as partidas multijogador online e os jogos de acção na primeira pessoa acelerados por hardware. Tal como aconteceu quando outro gigante dos anos noventa celebrou três décadas de existência, o impacto desta obra na indústria é inegável e continua a moldar o mercado actual.
Uma cronologia de sucessos
Ao longo de quase trinta anos, a série de jogos expandiu-se de forma considerável, passando por várias iterações e adaptações tecnológicas:
- A fundação e as primeiras expansões: Tudo começou com o Quake original em 1996, seguido rapidamente pelos pacotes de missões Scourge of Armagon e Dissolution of Eternity no ano seguinte, que vieram enriquecer a experiência base com novos níveis e inimigos.
- A era do Quake II: Ainda em 1997, a continuação da história mudou o paradigma visual e narrativo para um ambiente de ficção científica, recebendo também as expansões The Reckoning e Ground Zero em 1998 para prolongar a vida do jogo.
- O foco no multijogador: Com o Quake III Arena em 1999 e o Team Arena em 2000, a série abandonou a campanha tradicional para se focar em absoluto nos combates frenéticos entre jogadores.
- O regresso às campanhas e tácticas: O Quake 4 estreou em 2005 com uma nova história a solo, enquanto o Enemy Territory: Quake Wars, de 2007, introduziu batalhas em grande escala com veículos e classes de personagens.
- A modernização competitiva: O Quake Live, lançado em 2010 e que inicialmente corria diretamente num browser através de um plugin, juntou-se mais tarde ao Quake Champions de 2017 para manter a chama dos desportos eletrónicos viva.
- As reedições modernas: Para adaptar os clássicos aos sistemas atuais, surgiram as versões melhoradas do primeiro jogo (Quake Enhanced) em 2021 e da sequela (Quake II Enhanced) em 2023, desenvolvidas em conjunto pela id Software, Nightdive Studios e MachineGames.
Da renderização por software ao path tracing
Mais recentemente, surgiram várias tentativas de modernizar os gráficos da série com funcionalidades RTX. O projecto não oficial “Quake: Ray Traced” adiciona um motor de path tracing ao clássico da id Software, uma modificação que se baseia no vkQuake, uma adaptação Vulkan do QuakeSpasm. Para tirar partido desta novidade, os jogadores precisam de ter uma placa gráfica com suporte nativo para ray tracing.
A NVIDIA também tem utilizado a série para demonstrações da tecnologia RTX Remix. No início deste ano, a empresa lançou uma actualização de efeitos de partículas avançados e usou a demonstração Quake III Arena RTX de WoodBoy para exibir visuais com path tracing, depois de já ter apresentado o Quake II RTX no passado.