A próxima geração de processadores de secretária da AMD, conhecida pelo nome de código “Olympic Ridge” e baseada na arquitectura Zen 6, pode introduzir mudanças drásticas na plataforma AM5. De acordo com o site TechPowerUp, que cita uma fuga de informação na rede social X, a fabricante norte-americana prepara-se para substituir a unidade de processamento gráfico (GPU) integrada por uma Unidade de Processamento Neural (NPU).
Esta alteração marca um desvio significativo em relação à estratégia actual. Desde os processadores “Raphael” (Ryzen 7000), baseados em Zen 4, que a marca inclui soluções gráficas básicas nos seus chips para computadores de secretária. Esta tendência manteve-se na série Ryzen 9000, mas o cenário está a mudar. Como a maioria dos utilizadores que constroem os seus próprios computadores opta por placas gráficas dedicadas, o espaço ocupado pelo GPU integrado pode agora ser redireccionado para outras tarefas. Aliás, os detalhes técnicos da arquitetura Zen 6 já indicavam que a empresa estava a reavaliar a distribuição de recursos nos processadores.
Foco na inteligência artificial local
Ao trocar os gráficos por uma NPU, a AMD pretende optimizar as capacidades de inteligência artificial locais, libertando a placa gráfica dedicada de certas cargas de trabalho. Se esta nova unidade neural ultrapassar a marca dos 40 TOPS (triliões de operações por segundo), a plataforma poderá receber a certificação Copilot+ da Microsoft.
Apesar desta aposta no mercado de consumo, a fabricante não esquece o segmento empresarial e de alto desempenho, onde os futuros processadores para servidores prometem escalar o número de núcleos para níveis sem precedentes.
Novidades na memória e chipsets
Além da introdução da NPU, a família “Olympic Ridge” vai trazer um novo chip de entrada e saída (cIOD) redesenhado. Esta alteração traz vantagens técnicas importantes para os utilizadores:
- Suporte nativo para novos formatos: A plataforma passa a ser compatível de origem com memórias CUDIMM e CAMM, oferecendo mais opções e maior largura de banda aos entusiastas de hardware.
- Nova norma de desempenho: A empresa está a preparar o padrão EXPO 1.2, desenhado especificamente para facilitar o overclocking e extrair o máximo rendimento dos módulos DDR5, com o objectivo de alcançar a Intel nas velocidades de memória.
- Estabilidade garantida: Toda a estrutura vai apoiar-se nos chipsets da série 900, que mantêm a base “Promontory 21”.
Resta agora saber como o mercado empresarial e os fabricantes de computadores pré-construídos vão reagir à ausência de gráficos integrados, uma vez que as máquinas de escritório raramente necessitam de placas gráficas dedicadas.