A NASA apresentou um novo plano para estabelecer uma presença permanente na Lua, com a construção de uma base avaliada em cerca de vinte mil milhões de euros. O anúncio foi feito por Jared Isaacman durante o evento Ignition, da agência espacial dos EUA.
Este projecto prevê um «investimento ao longo dos próximos sete anos», distribuído por «dezenas de missões», com o objectivo de garantir uma «presença contínua na superfície lunar».
Como parte desta mudança de estratégia, a NASA decidiu suspender o projecto Gateway na sua forma actual, que previa a criação de uma estação espacial em órbita da Lua. A agência vai, assim, «redireccionar recursos para infra-estruturas que dêem apoio a operações directamente na superfície lunar».
O plano está dividido em «três fases». Numa primeira etapa, a NASA quer desenvolver «sistemas de comunicações e navegação, bem como enviar módulos robóticos e veículos para apoiar a mobilidade dos astronautas».
Segue-se uma fase com «missões tripuladas regulares à superfície lunar» e, na última, a criação de uma «presença humana de longa duração». Mas a Lua não parece ser o limite para a NASA.
Em paralelo com esta núncio, a agência reafirmou os seus planos para explorar Marte com recurso a uma «nave de propulsão nuclear», embora não tenha dado detalhes adicionais sobre calendários ou missões concretas.