O MacBook Neo é o computador portátil mais acessível da Apple até à data. Desenhado para utilizadores que procuram uma máquina de entrada para executar tarefas simples, como navegar na Internet, ler correio electrónico ou ver vídeos, este equipamento esconde um potencial inesperado. Um artigo do site Tom’s Hardware avança que o dispositivo é surpreendentemente capaz de correr videojogos exigentes, tudo graças ao processador A18 Pro, o mesmo chip que a marca integra nos modelos iPhone 16 Pro.
Testes rigorosos em títulos de peso
O criador de conteúdos ETA Prime decidiu colocar o portátil à prova e descobriu que é possível obter taxas de actualização do ecrã perfeitamente jogáveis em títulos AAA. O grande destaque vai para o famoso RPG da CD Projekt Red. Durante as experiências, o jogo conseguiu manter uma média a rondar os 40 frames por segundo (fps). A própria equipa do Tom’s Hardware confirmou estes dados, ao testar a ferramenta de análise de desempenho interna do jogo no mesmo computador, onde registou uma média de 33 fps.
Sacrifícios para garantir fluidez
Apesar de os números impressionarem num equipamento de entrada, é importante notar que existem compromissos. Para alcançar esta fluidez, o criador de conteúdos teve de recorrer a técnicas de redimensionamento de imagem. No caso do título futurista, a resolução final a mostrar no ecrã foi de 1204 x 753 píxeis, mas a imagem original foi gerada a partir de uns modestos 708 x 443 píxeis.
O mesmo cenário repetiu-se noutros jogos pesados. Shadow of the Tomb Raider correu a uma média de 42 fps a 1280 x 720 píxeis, a partir de uma base de 896 x 584 píxeis. Já Robocop Rogue City alcançou cerca de 45 fps com as mesmas definições de redimensionamento.
Por outro lado, jogos menos exigentes conseguiram brilhar sem grandes sacrifícios. Títulos como Hades 2, Drive Rally e Roblox atingiram os 60 fps numa resolução muito superior de 2816 x 1762 píxeis. Hollow Knight Silksong apresentou um comportamento peculiar, ao registar 56 fps no ecrã principal do portátil, mas a saltar para mais de 100 fps quando o utilizador decidiu ligar o computador a um monitor externo com uma taxa de actualização elevada.
O futuro dos videojogos nos dispositivos móveis
Estas experiências provam que o computador mais barato da Apple tem a capacidade necessária para o entretenimento interactivo de alto nível, desde que os jogadores aceitem uma qualidade gráfica mais contida. Mais do que isso, demonstra que os telemóveis modernos da marca da maçã têm força bruta suficiente para executar jogos de computador.
Como o MacBook Neo usa a arquitectura A18 Pro em vez dos habituais processadores da série M, fica claro que o hardware dos smartphones já não é o factor limitativo. Actualmente, a verdadeira barreira reside no software. Enquanto a emulação de jogos de computador em sistemas Android continua a crescer e já é uma realidade em telemóveis topo de gama, o suporte para esta funcionalidade no sistema operativo iOS ainda se encontra numa fase muito embrionária. Se as empresas de desenvolvimento decidirem apostar em adaptações nativas, o cenário pode mudar de forma drástica nos próximos anos.