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A ler: O futuro do armazenamento é biológico: investigadores criam disco rígido de ADN
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PCGuia > Notícias > Ciência > O futuro do armazenamento é biológico: investigadores criam disco rígido de ADN
CiênciaNotícias

O futuro do armazenamento é biológico: investigadores criam disco rígido de ADN

Investigadores da Universidade de Missouri criam um "disco rígido" de ADN regravável, capaz de armazenar petabytes de dados com uma durabilidade muito superior às dos dispositivos actuais.

Pedro Tróia
Publicado em 4 de Março, 2026
Tempo de leitura: 7 min
Disco ADN
Imagem - Universidade do Missouri
Neste artigo
  • A biologia ao serviço dos dados
  • O mecanismo de escrita viral
  • Leitura de precisão atómica
  • Longevidade para lá do silício
  • O caminho para a miniaturização

A indústria tecnológica aproxima-se de um ponto de ruptura onde os suportes de armazenamento tradicionais, baseados em silício, podem já não ser suficientes para conter a explosão de dados da era digital. Neste cenário, uma equipa de investigadores da Universidade de Missouri apresentou um avanço que parece saído de uma obra de ficção científica: a transformação do código genético num “disco rígido regravável”. Esta nova técnica utiliza mecanismos biológicos para codificar, apagar e reescrever informação digital em cadeias de ADN, a prometer uma densidade e durabilidade sem precedentes na história da computação.

A biologia ao serviço dos dados

O ADN é, por natureza, o suporte de informação mais estável e compacto que existe. Enquanto um disco rígido mecânico ou uma unidade SSD enfrentam desgaste físico e a degradação de dados num período de cinco a dez anos, o ADN consegue conservar instruções biológicas durante milénios sem perder a integridade. Li-Qun Gu, professor de engenharia química e biomédica na Universidade de Missouri, afirma que o objectivo passa por tirar partido desta “planta da vida” para criar um sistema de armazenamento que seja, ao mesmo tempo, rápido, simples e eficiente.

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A grande inovação desta equipa reside na capacidade de tornar este suporte regravável. Até agora, muitas das experiências com armazenamento em ADN eram de “escrita única”, o que limitava a sua utilidade prática. Com a nova abordagem, os cientistas conseguem manipular as moléculas para que estas funcionem de forma análoga a um suporte magnético, onde os dados podem ser alterados conforme a necessidade do utilizador.

O mecanismo de escrita viral

Para alcançar este nível de eficiência, os investigadores inspiraram-se no funcionamento de certos vírus. O método utiliza um conceito chamado “frameshift encoding”, um processo que ocorre nos ribossomas de muitos vírus para maximizar a produção de proteínas a partir de um material genético limitado. Ao adaptar este princípio à informática, a equipa consegue codificar bits digitais nas bases do ADN (A, C, G e T) de forma altamente paralela.

Em vez de se limitarem à tradução directa de binário para nucleótidos, esta técnica permite que uma única cadeia molecular contenha múltiplas camadas de informação. Este processo não só acelera a escrita, como também reduz drasticamente os custos associados à síntese de ADN, que continua a ser um dos maiores obstáculos à comercialização desta tecnologia. De acordo com os dados cruzados de diversas fontes científicas, a densidade potencial é de cerca de 215 Petabytes por grama, um valor que faz com que os actuais 0,008 Terabytes por grama das unidades NVMe pareçam obsoletos.

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Leitura de precisão atómica

Se a escrita é complexa, a leitura dos dados exige uma engenharia igualmente sofisticada. A equipa da Universidade de Missouri desenvolveu um dispositivo electrónico compacto que trabalha em conjunto com um detector de escala molecular, designado por “sensor de nanoporo”. Este componente actua como a cabeça de leitura de um disco rígido convencional.

À medida que as cadeias de ADN passam através do nanoporo, o sistema deterá variações subtis na carga eléctrica. Estas flutuações são interpretadas por um software especializado que as converte novamente em linguagem binária. Este método de leitura é descrito como sendo mais ecológico e simples do que as abordagens anteriores, que dependiam de sequenciadores genéticos de grandes dimensões e elevado consumo energético. A precisão é absoluta, a garantir que os ficheiros originais — sejam fotos, vídeos ou documentos — sejam reconstruídos sem erros.

Longevidade para lá do silício

Uma das vantagens competitivas mais esmagadoras do ADN é a sua durabilidade. Estima-se que a informação guardada em suporte biológico possa durar mais de mil anos se for mantida em condições normais de conservação. Isto contrasta fortemente com a volatilidade das memórias Flash e dos pratos magnéticos, que exigem cópias de segurança constantes e migrações de dados para evitar a perda de informação por obsolescência ou falha de hardware.

Além da longevidade, a segurança é um factor determinante. Este método de armazenamento é imune a grande parte dos ciberataques que visam a arquitectura física do silício. Li-Qun Gu compara este sistema a um “cofre super-seguro” para a vida digital. Como o suporte é químico e biológico, não existem circuitos integrados que possam ser explorados através de vulnerabilidades de hardware tradicionais, o que oferece uma camada de protecção adicional para dados governamentais ou empresariais de alta sensibilidade.

O caminho para a miniaturização

Apesar do entusiasmo da comunidade científica, a chegada de uma “pen drive de ADN” às lojas ainda vai demorar. Actualmente, o custo por Terabyte é astronómico, a rondar os 3,5 mil milhões de dólares, enquanto um disco convencional custa apenas algumas dezenas de euros. A velocidade de escrita também é um ponto a melhorar, neste momento a velocidade é de 400 bytes por segundo, longe dos vários Gigabytes por segundo que as interfaces modernas oferecem.

O próximo passo dos investigadores da Universidade do Missouri é a miniaturização. O objectivo é reduzir o dispositivo de leitura e o sistema de síntese até que estes caibam num formato comparável a uma unidade USB. Embora o protótipo funcional já demonstre que a teoria é aplicável na prática, a engenharia necessária para tornar o processo comercialmente viável levará ainda alguns anos a amadurecer. No entanto, o marco agora alcançado prova que o ADN não é apenas o suporte da vida, mas pode muito bem ser o suporte definitivo para toda a memória da humanidade.

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Etiquetas:ADNArmazenamento de dadosDNA
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