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A ler: Western Digital quer desafiar a hegemonia dos SSD com novas arquitecturas para os discos rígidos mecânicos
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HardwareNotícias

Western Digital quer desafiar a hegemonia dos SSD com novas arquitecturas para os discos rígidos mecânicos

A Western Digital revelou novas tecnologias, como o Dual Pivot e High Bandwidth Drive, que prometem elevar as velocidades de transferência dos HDD aos 100 TB, velocidades próximas dos SSD.

Pedro Tróia
Publicado em 4 de Fevereiro, 2026
Tempo de leitura: 5 min
WD Innovation Day 2026
Imagem - Jason DeCrow/Western Digital
Neste artigo
  • Uma revolução na largura de banda
  • Dual Pivot: precisão e desempenho
  • A eficiência energética não foi esquecida

Apesar da ascensão meteórica das unidades de armazenamnto de estado sólido que usam memórias Flash em vez de discos cobertos de óxido de ferro para guardar dados de forma permanente, a Western Digital está a preparar uma contra-ofensiva tecnológica que promete levar os discos rígidos tradicionais a patamares de desempenho e capacidade outrora impensáveis. Com as novas arquitecturas “High Bandwidth Drive” e “Dual Pivot”, o armazenamento magnético prepara-se para enfrentar os desafios da Inteligência Artificial e dos centros de dados de de grandes dimensões.

Durante anos, a narrativa da indústria tecnológica foi clara: o disco rígido era uma tecnologia em declínio, destinada a ser relegada para o arquivo passivo enquanto os SSD (Solid State Drives) assumiam o controlo de todas as terfas que necessitavam de alto desempenho. No entanto, a Western Digital (WD) acaba de baralhar as cartas. Através do desenvolvimento de duas novas tecnologias, a empresa pretende estreitar o fosso de desempenho entre os discos mecânicos e os SSD mantendo a vantagem competitiva do custo por terabyte.

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Uma revolução na largura de banda

O conceito de “High Bandwidth Drive” representa uma mudança de paradigma na forma como os dados fluem entre os pratos magnéticos e a interface do sistema. Tradicionalmente, os HDD operam com um design de uma cabeça por superfície, realizando operações de leitura e escrita de forma sequencial. A nova abordagem da Western Digital permite que várias cabeças de leitura/escrita funcionem em paralelo através de várias pistas simultaneamente.

WD Innovation Day 2026
Imagem Jason DeCrowWestern Digital

Esta arquitectura não é apenas um incremento incremental; ela duplica efectivamente a largura de banda de entrada/saída e estabelece um roteiro tecnológico que poderá escalar até oito vezes o débito de dados actual. Segundo a WD, os protótipos destas unidades multi-cabeça já se encontram nas mãos de clientes seleccionados para validação, o que sugere que a tecnologia está próxima da maturidade produtiva e pronta para ser integrada em infraestruturas críticas.

Dual Pivot: precisão e desempenho

Complementando o aumento da largura de banda, a Western Digital está a introduzir o sistema “Dual Pivot”. Ao contrário dos designs anteriores de autuadores duplos, que muitas vezes sacrificavam a densidade de armazenamento para obter ganhos de velocidade, esta nova iteração utiliza dois braços independentes, cada um operando a partir de um eixo (pivot) separado.

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Esta solução permite distribuir as operações de leitura e escrita por dois conjuntos de autuadores distintos, projectando um ganho de desempenho bruto de aproximadamente 2x em relação às melhores unidades actuais. Quando combinada com o design de múltiplas cabeças, a largura de banda agregada de I/O pode atingir um aumento de 4x. O resultado final é uma nova classe de unidades de 3,5 polegadas capazes de atingir capacidades próximas dos 100 terabytes, oferecendo velocidades de acesso que começam a rivalizar com certas implementações de SSD em cenários de leitura sequencial massiva.

A eficiência energética não foi esquecida

A estratégia da WD não se foca apenas na velocidade bruta. A empresa está também a atacar o mercado do armazenamento de arquivo com as novas unidades “Power-Optimized HDD”. Estes discos foram desenhados para ocupar o espaço cinzento entre o disco rígido convencional e a fita magnética (LTO).

Com um consumo de energia 20% inferior, estas unidades são optimizadas para a retenção de dados a longo prazo, onde o acesso frequente não é a prioridade, mas a disponibilidade imediata é crucial. Em vez das horas que um sistema de fita pode demorar a recuperar informação, estes HDD permitem o acesso em segundos. Esta característica é vital para “data lakes” e arquivos de treino de modelos de IA, onde volumes colossais de dados precisam de estar prontos para processamento sem sobrecarregar a factura energética dos centros de dados.

A Western Digital prevê que a tecnologia Dual Pivot passe da fase de laboratório para amostragem de clientes antes do final da década, com a disponibilidade comercial prevista para meados de 2028. Num mundo dominado por dados gerados por IA, o disco rígido parece ter encontrado o seu segundo fôlego.

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Etiquetas:Disco rígidowdWestern Digital
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