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A ler: O novo sistema anti batota da Microsoft faz com que o PC aceda aos servidores da empresa sempre que arranca
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O novo sistema anti batota da Microsoft faz com que o PC aceda aos servidores da empresa sempre que arranca

O Call of Duty também usa segurança baseada em virtualização, Secure Boot e TPM.

Pedro Tróia
Publicado em 18 de Novembro, 2025
Tempo de leitura: 4 min
Privacidade Windows
Imagem gerada por IA

O Secure Boot, TPM 2.0 e outras formas de sistemas antifraude ao nível do kernel do sistema operativo são conhecidos por acederem profundamente aos sistemas dos utilizadores, limitando os jogos ao Windows e aumentando o risco de acidentes graves. No entanto, a Microsoft planeia intensificar a repressão adicionando virtualização e validação remota à mistura.

A Microsoft adicionou a “Certificação Remota” (Remote Attestation) à mais recente descrição das medidas anti batota incluídas no Call of Duty: Black Ops 7. A funcionalidade, que faz um ping aos servidores da empresa quando um PC arranca e que pode levantar preocupações acerca da privacidade dos utilizadores.

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Um link num artigo recente publicado no Xbox Wire leva a uma descrição do Microsoft Azure Attestation, que usa o TPM para confirmar que o processo de arranque de um PC executa apenas software fidedigno. A funcionalidade, que veio ao conhecimento do público após o incidente da CrowdStrike no ano passado, verifica o ambiente de arranque comparando-o com informações nos servidores Azure.

Embora os jogadores legítimos apreciem os esforços da empresa para combater os batoteiros que estão cada vez mais criativos nos jogos online, alguns poderão sentir-se preocupados com os seus dispositivos a fazerem ping aos servidores da Microsoft a cada arranque. Além disto, não é claro se software inofensivo poderá dar origem a falsos positivos.

Vários jogos foram alvo de críticas por usarem sistemas anti batota ao nível do kernel. A segurança ao nível do kernel acede aos níveis mais profundos de um sistema operativo, o que muitos utilizadores consideram desnecessário e arriscado. O fiasco da CrowdStrike deu razão aos críticos quando uma actualização defeituosa para um scanner de segurança que funcionava ao nível do kernel desactivou milhões de PC com Windows.

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Além disso, estas funcionalidades, para além do Secure Boot e do TPM, tornam efectivamente alguns dos jogos mais populares exclusivos do Windows, porque o macOS e o Linux não permitem que software de terceiros aceda aos respectivos kernels. Isto torna alguns títulos importantes para PC, como Fortnite, Call of Duty, Battlefield 6, Valorant e Grand Theft Auto Online, injogáveis no Steam Deck e no futuro Steam Machine da Valve.

Face a isto, a Certificação Remota poderá tornar-se um aspecto positivo, uma vez que não acede ao kernel. O mesmo acontece com a Segurança Baseada em Virtualização (Virtualization-based Security), outra camada de segurança que a Microsoft está a usar para dificultar a vida aos batoteiros, que isola aplicações numa região de memória segura usando o Hyper-V e a virtualização do Windows. Empregar estas opções em vez do Secure Boot poderá ser potencialmente menos arriscado e restritivo.

Entretanto, o guia da Microsoft inclui instruções para activar o TPM e o Secure Boot, específicas para vários fabricantes de motherboards. O Steam também introduziu recentemente uma ferramenta que verifica se os sistemas dos utilizadores activaram as duas funcionalidades.

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Etiquetas:Call of DutyMicrosoft
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