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A ler: Reactor de fusão nuclear JET bate recorde de produção de energia
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PCGuia > Notícias > Ciência > Reactor de fusão nuclear JET bate recorde de produção de energia
CiênciaNotícias

Reactor de fusão nuclear JET bate recorde de produção de energia

Pedro Tróia
Publicado em 11 de Fevereiro, 2022
Tempo de leitura: 3 min
Interior-of-JET-with-a-superimposed-plasma
Imagem - Eurofusion

O reactor de fusão nuclear Joint European Torus (JET), instalado perto de Oxford no Reino Unido, conseguiu produzir a maior quantidade de energia de sempre a partir da fusão do átomo. A 21 de Dezembro de 2021, o reactor “Tokamak” conseguiu produzir 59 megajoules de energia durante 5 segundos, mais de o dobro do que foi conseguido em 1997.

“Estes excelentes resultados são um grande passo para ultrapassar os maiores desafios científicos e de engenharia de sempre”, disse Ian Chapman, director do Culham Centre for Fusion Energy (CCFE).

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O reactor JET é um dispositivo experimental do European Fusion Program (EUROfusion), que é financiado pela União Europeia. O seu objectivo principal é o de ajudar os cientistas a provar que os modelos usados estão correctos e ajudar no desenho de futuras experiências com o ITER, um reactor de maiores dimensões que está a ser construído em França e que deve começar a funcionar em 2025. “O JET conseguiu chegar até onde foi previsto. O mesmo modelo indicia que o ITER vai funcionar”, disse a física de fusão Josefine Proll à revista Nature.

Cutaway-illustration-of-JET
Ilustração do JET Imagem Eurofusion

Esta experiência, levou o reactor ao seu limite absoluto de funcionamento. O JET usou uma mistura de Deutério e Trítio, a mesma que fará funcionar o ITER. O Trítio é um isótopo radioactivo do Hidrogénio, que gera mais neutrões quando os seus átomos são fundidos com os do Deutério do que quando se fundem apenas átomos de Deutério. Isto aumenta a quantidade de energia produzida. A equipa de cientistas do JET, também substituiu as paredes internas do reactor para reduzir o desperdício de Trítio.

O JET conseguiu atingir um valor de Q de 0,33, o que quer dizer que produziu o equivalente a cerca de um terço da energia que foi injectada no reactor. O maior valor de Q conseguido até agora foi de 0,7 e foi obtido num reactor na National Ignition Facility, do Departamento de Energia do Estados Unidos. No entanto, este valor só foi conseguido durante 4 bilionésimos de segundo. O objectivo do futuro reactor ITER é de chegar a um valor de Q de 10 ou mais e produzir 500 MW de energia durante 400 ou 600 segundos. A energia que o ITER vai produzir não será sob a forma de electricidade, mas vai abrir caminho para outras máquinas que o farão.

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Antes que isto acontece, os cientistas têm de solucionar vários problemas. O principal é o da gestão do calor criado na zona de exaustão do ITER. Neste reactor maior, a quantidade de calor será muito superior à do JET. Este sucesso, obtido no final do ano passado, permitiu recolher muita informação que será analisada nos próximos anos.

 

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Etiquetas:fusão nuclearITERJET
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