A dependência europeia da tecnologia norte-americana continua a impulsionar novas parcerias estratégicas. A Deutsche Telekom, a Orange, a Telefónica e a Vodafone assinaram uma carta de intenções para explorar uma proposta conjunta relativa ao espectro de Serviços Móveis por Satélite na Europa. O objectivo principal passa por criar uma alternativa directa à rede de Elon Musk, ao ligar os telemóveis directamente aos satélites, segundo o site TechSpot. Esta aliança pretende colmatar as falhas de cobertura nas infraestruturas terrestres convencionais e garantir uma maior independência tecnológica para o continente.
O desafio da infra-estrutura espacial
Apesar do acordo inicial, existe uma peça fundamental em falta no projecto. As quatro empresas não tencionam investir directamente na construção de uma constelação própria. O consórcio foca os esforços na criação das infraestruturas terrestres e no estabelecimento das operações de coordenação e monitorização na Europa. Para o hardware orbital, as operadoras vão necessitar de um parceiro espacial, que ainda não foi seleccionado. O serviço final ficará disponível para outras empresas de telecomunicações em condições de igualdade, com o intuito de melhorar a cobertura em zonas remotas e proteger as comunicações críticas.
A expansão da SpaceX
O mercado da conectividade espacial atravessa um período de grande dinamismo. A Comissão Europeia propôs a reserva de uma parte do espectro de satélite de dois gigahertz para as empresas europeias. Do outro lado do Atlântico, a concorrência avança a um ritmo acelerado. No início deste mês, a SpaceX obteve luz verde para lançar 15.000 satélites Starlink Mobile, graças a uma aprovação da entidade reguladora norte-americana. Uma isenção separada permite à empresa oferecer serviços sem fios por satélite sem alugar espectro a um operador terrestre. Desta forma, a marca prepara uma rede móvel própria para concorrer com as operadoras tradicionais, com suporte para chamadas nativas, streaming e navegação na internet. Esta evolução tecnológica transforma a Starlink numa ameaça séria para as redes convencionais.
