O popular gestor gratuito e de código aberto de bibliotecas digitais Calibre acaba de receber uma actualização que promete transformar a forma como os utilizadores organizam as suas colecções literárias. A mais recente versão do software introduz a capacidade de gerar capas de livros através de inteligência artificial, o que permite personalizar o aspecto visual de qualquer obra de forma rápida. Esta novidade, publicada pelo site TechSpot, destaca a flexibilidade da nova ferramenta ao oferecer diferentes estilos artísticos, desde o romance e a ficção científica até à literatura pulp.
Para tirar partido desta funcionalidade, os utilizadores apenas precisam de seleccionar um livro na sua biblioteca, aceder à edição de metadados e clicar no novo botão dedicado à geração por inteligência artificial. É importante notar que, na primeira utilização, será necessário configurar um fornecedor de serviços de geração de imagens. A acompanhar esta estreia, a equipa de desenvolvimento integrou também suporte para os modelos Claude e Grok, através dos sistemas da Anthropic e da xAI, respectivamente. Em contrapartida, o suporte para o serviço do GitHub foi removido devido à sua descontinuação.
Muito mais do que um simples leitor
Embora muitos o confundam com um mero leitor digital, o Calibre assume-se como uma plataforma completa de gestão, edição e conversão de e-books. A aplicação é compatível com praticamente qualquer dispositivo, seja um telefone, um tablet ou um leitor dedicado, a funcionar de forma nativa em sistemas Windows, Mac e Linux. A sua versatilidade reflecte-se na enorme quantidade de formatos suportados, o que torna possível transformar ficheiros de texto comuns, documentos PDF ou ficheiros DOCX em formatos optimizados como EPUB ou AZW3. Além disso, o programa facilita a sincronização com serviços de armazenamento na nuvem de grandes empresas, como o Google Drive, o Dropbox e o OneDrive, para garantir o acesso à biblioteca em qualquer lugar.
Melhorias na interface e correcções de segurança
Para além da inteligência artificial, a nova versão traz várias optimizações à experiência de utilização. O editor de etiquetas passou a ignorar os acentos durante as pesquisas, para facilitar a localização de conteúdos, enquanto o explorador de ficheiros interno exibe agora uma pré-visualização flutuante das imagens ao passar o rato. A janela de edição de metadados foi igualmente ajustada para redimensionar as capas de forma a preencherem todo o espaço disponível sem perderem a proporção original. No campo das correcções, os programadores resolveram problemas com imagens sem dados EXIF que não apareciam no ecrã de bloqueio dos dispositivos Kindle e corrigiram várias vulnerabilidades de segurança no servidor de conteúdos, para assegurar uma navegação mais segura para todos os utilizadores.
