A AMD está a preparar uma resposta directa à mais recente tecnologia de renderização da Nvidia. A arquitectura RDNA 5, a próxima geração de hardware gráfico da marca, vai incluir uma funcionalidade de iluminação neural desenvolvida para rivalizar com as ferramentas rivais de inteligência artificial. Esta informação surge através do conhecido informador Kepler_L2. Segundo o site VideoCardz, o especialista confirmou que a empresa está a trabalhar numa ferramenta que substitui os shaders tradicionais por redes neurais complexas.
Quando questionado sobre a compatibilidade desta novidade, o informador sugeriu que a tecnologia será provavelmente exclusiva da arquitectura RDNA 5 devido à sua elevada exigência computacional. Esta abordagem contrasta ligeiramente com o esforço recente da marca em manter a retrocompatibilidade, visível quando a AMD confirmou a chegada oficial do FSR 4.1 às placas gráficas RDNA 3 e RDNA 2. No entanto, a nova iluminação neural exige aceleradores de inteligência artificial específicos que apenas estarão disponíveis nas futuras arquitecturas. O informador fez questão de esclarecer que esta funcionalidade não deve ser confundida com a regeneração de raios, que serve apenas para redução de ruído visual.
O papel do FSR Diamond e a investigação contínua
Os alicerces para esta inovação já tinham sido estabelecidos em Março com o anúncio do FSR Diamond. Na altura, os responsáveis da marca confirmaram o desenvolvimento de renderização neural de próxima geração e geração de vários frames baseada em aprendizagem automática. Dois projectos de investigação recentes publicados no portal GPUOpen reforçam esta visão a longo prazo. No dia 20 de Agosto, a fabricante demonstrou um modelo de iluminação global neural capaz de recuperar luz indirecta mesmo fora da área visível do ecrã.
Pouco tempo depois, a 9 de Setembro, a equipa publicou um segundo estudo focado num modelo de difusão latente de um único passo. Esta pesquisa utiliza dados de geometria, materiais e iluminação directa para criar uma estabilidade temporal superior. O informador Kepler_L2 partilhou a sua visão técnica sobre o assunto e sugeriu que o modelo ideal deve ter acesso directo a dados de jogo tridimensionais para evitar os problemas encontrados nas implementações actuais.
Os desafios da adopção no mercado
A forma como a tecnologia será introduzida ditará o seu sucesso junto dos jogadores. A Nvidia enfrentou enormes dificuldades para convencer a comunidade a adoptar o DLSS 5, apesar das campanhas massivas de marketing. Até ao momento, a ferramenta rival foi adicionada oficialmente a apenas um jogo. O sucesso da implementação em outros títulos dependeu exclusivamente do trabalho voluntário de modders independentes.
Resta saber se a AMD vai adoptar uma postura cautelosa ou agressiva no lançamento. O histórico da empresa mostra uma certa lentidão a disponibilizar novas tecnologias para os consumidores finais. Várias funcionalidades anteriores sofreram atrasos e chegaram ao mercado com suporte limitado no dia de lançamento. A pressão da comunidade será fundamental para garantir que as empresas entreguem ferramentas maduras e fáceis de integrar pelos estúdios de desenvolvimento.
