Os fabricantes de televisões e os estúdios de cinema pressionam constantemente os consumidores a adoptar as versões mais recentes dos filmes. Um clássico em 4K HDR tem um aspecto fantástico, mas há muitos motivos para guardar os formatos mais antigos. Substituir uma grande colecção é dispendioso e muitos títulos nunca deram o salto do VHS ou DVD para o digital, seja por questões de direitos de autor ou por falta de interesse comercial. Além disso, séries gravadas em cassete já atingiram o seu limite de qualidade no DVD. No entanto, ligar um leitor antigo a um ecrã actual exige alguns truques.
A rota mais simples para os discos
Se o objectivo é apenas reproduzir DVD, a forma mais fácil de resolver o problema passa por adquirir um leitor moderno. Existem modelos no mercado, de marcas como a Sony ou a Philips, que já incluem portas HDMI e tecnologia de conversão de imagem integrada por valores bastante acessíveis. Outra excelente opção é investir num leitor de Blu-ray de 1080p, que garante retrocompatibilidade com os discos mais antigos.
O labirinto dos conversores de sinal
Se pretende mesmo usar o seu equipamento original, vai reparar que as portas do leitor de vídeo não coincidem com as da televisão. Os aparelhos antigos utilizam ligações por componentes ou compostas (RCA), que desapareceram dos ecrãs recentes para poupar espaço e reduzir custos de produção por parte das empresas.
Para resolver isto, precisa de um conversor. Se o seu leitor tiver ambas as saídas, escolha sempre a ligação por componentes. Esta opção atinge uma resolução de 1080p (contra os 480i da ligação composta) e elimina artefactos visuais ao separar o vídeo em canais de cor distintos.
É fundamental evitar os conversores mais baratos, especialmente ao ligar um leitor de VHS. Um adaptador básico pode distorcer o conteúdo original em formato 4:3 ao esticá-lo para preencher o ecrã 16:9 da sua televisão. Além disso, estes aparelhos mais económicos lidam mal com resoluções entrelaçadas. O ideal é procurar um dispositivo que reduza o ruído da imagem, suavize as margens e faça a correspondência correcta da taxa de actualização do ecrã.
Expectativas reais e digitalização
É crucial compreender que nenhum conversor faz milagres. A resolução de um DVD é mais de vinte vezes inferior à do 4K. Para compensar, os conversores duplicam os píxeis, o que resulta numa imagem menos detalhada.
As cassetes VHS também estão sujeitas a uma degradação que é difícil ou impossível de compensar. Se essa cassete dos seus primeiros passos já estiver a tremer, dessaturada e/ou com linhas ou estática, não há nada que um conversor possa fazer. No que diz respeito a um chip de upscaling, os dados da cassete estão na melhor condição possível. A única forma de corrigir estes problemas seria através de uma edição manual complexa num computador.
Para quem pretende preservar estes conteúdos a longo prazo, a digitalização para um computador é o caminho a seguir. Uma vez no formato digital, pode gerir os seus ficheiros de forma mais segura.
