Criada em 2024, em Matosinhos, a Hi Human foi fundada por Nuno Oliveira e Paulo Ribeiro e
«nasceu de uma lógica muito prática», explicam os empreendedores. Tudo começou «por responder a desafios de empresas, caso a caso, identificando ineficiências operacionais e percebendo onde a IA podia ter impacto». Essa «actividade paralela foi ganhando força e escala» e levou ao surgimento da startup. A missão é clara, ajudar empresas, sobretudo PME, a aplicar IA de forma útil, acessível e mensurável», salientam os responsáveis.
Segundo Nuno Oliveira e Paulo Ribeiro, a «abordagem centra-se no impacto directo nas operações das empresas e ajudar a eliminar tarefas repetitivas, a acelerar fluxos de trabalho ou a escalar a eficiência comercial» com o objectivo de tornar «as empresas mais eficientes».
Benefícios reais
O trabalho da Hi Human «começa por compreender bem o negócio e os processos do cliente. Antes de pensar na tecnologia, a prioridade é identificar onde estão os bloqueios, as tarefas repetitivas, os atrasos e os pontos de ineficiência. A partir daí, a empresa desenha soluções adaptadas à realidade de cada organização, que podem passar por automações, agentes de IA, workflows ou integrações com sistemas já existentes», esclarecem os fundadores. Assim, «a IA não é trabalhada como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta ao serviço do negócio». Este é o grande elemento diferenciador, assim como o foco da startup no segmento das PME, «que muitas vezes reconhecem o potencial da IA, mas não sabem por onde começar ou como traduzir essa tecnologia em ganhos reais».
Um dos exemplos dados pelos empreendedores é o caso da Play Up, marca de e-commerce de roupa para bebé, criança e mulher. Neste projecto, a startup «implementou um workflow com IA para automatizar descrições de produto, traduções e SEO, permitindo acelerar em 90% o lançamento de colecções e gerar uma poupança anual estimada de 23 mil euros». A Hi Human trabalha com empresas de diferentes sectores, entre as quais estão a «Bacalhôa, BlueCrow Capital, Grupo Bonera, Smartwatt, Ciclo Fapril, Colégio João Paulo II e Bluebird».
Consolidar mercado nacional
A prioridade da Hi Human passa «por consolidar o crescimento e a base de clientes», avançam Nuno Oliveira e Paulo Ribeiro. No entanto, a internacionalização «é um caminho que pode fazer sentido num futuro próximo, sobretudo porque muitas das necessidades que a empresa resolve são comuns a vários mercados e sectores», acrescentam. É por isso que «à medida que o projecto evoluir, a ambição será avaliar oportunidades de expansão em geografias com forte tecido PME e abertura crescente à adopção de IA em contexto empresarial».
Actualmente a Hi Human tem uma equipa de três colaboradores, «alinhada com a sua fase de crescimento e orientada para garantir proximidade aos clientes e capacidade de execução», mas os responsáveis indicam que a «expansão está nos planos» e que esta será «direccionada para perfis muito específicos», nomeadamente «especialistas em arquitectura de dados e com uma enorme facilidade em compreender as dinâmicas de vários negócios a fundo».
Quanto ao futuro, Nuno Oliveira e Paulo Ribeiro dizem que querem que a Hi Human se posicione «como parceira de IA para PME, ajudando cada vez mais empresas a passar da fase da experimentação para a implementação». E «mais do que crescer por volume, a empresa quer afirmar-se pela capacidade de gerar impacto. Isso significa continuar a desenvolver soluções que poupem tempo, reduzam custos, melhorem processos e aumentem a capacidade das equipas para escalar», revelam. O plano é «estar do lado das empresas que procuram menos discurso sobre IA e mais valor prático no terreno», concluem os responsáveis.