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PCGuia > Notícias > Hardware > A OpenAI apresentou o seu primeiro processador para inteligência artificial
HardwareInteligência ArtificialNotícias

A OpenAI apresentou o seu primeiro processador para inteligência artificial

A OpenAI e a Broadcom estabeleceram uma parceria para criar o Jalapeño, um processador desenhado de raiz para optimizar a inteligência artificial e reduzir a dependência da Nvidia.

Pedro Tróia
Publicado em 25 de Junho, 2026
Tempo de leitura: 3 min
openai-broadcom-jalapeno-inference-chip-image
Imagem - OpenAI
Neste artigo
  • Um desenvolvimento em tempo recorde
  • O que muda com o novo hardware

A inteligência artificial continua a moldar o mercado tecnológico e a criadora do ChatGPT acaba de dar um passo de gigante. Para reduzir a sua dependência das placas gráficas da Nvidia e optimizar os custos de operação, a empresa decidiu entrar no mundo do hardware e desenhar o seu próprio processador.

A OpenAI e a Broadcom anunciaram o Jalapeño, o primeiro “Processador de Inteligência” feito à medida para a inferência de grandes modelos de linguagem (LLM). Ao contrário de outras soluções genéricas adaptadas para IA, este chip foi construído de raiz para lidar com as exigências actuais e futuras dos sistemas da empresa.

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Um desenvolvimento em tempo recorde

O processo de criação deste processador foi surpreendentemente rápido. A equipa demorou apenas nove meses desde o desenho inicial até à fase de fabrico, um recorde para semicondutores avançados de alto desempenho. Curiosamente, a própria inteligência artificial da OpenAI ajudou a acelerar e a optimizar o design do chip.

Enquanto a OpenAI tratou da arquitectura, a Broadcom assumiu a implementação do silício e as tecnologias de rede, com a Celestica a ajudar na integração das placas e dos sistemas. A redução de custos na inferência é vital num mercado onde a concorrência é feroz, especialmente quando vemos rivais a lançar alternativas de baixo custo e alta eficiência. O Jalapeño promete um desempenho por watt substancialmente superior às opções actuais, o que será crucial para manter a rentabilidade das operações.

O que muda com o novo hardware

A introdução do Jalapeño traz várias vantagens estratégicas para a infra-estrutura da OpenAI, que passa a controlar o seu ecossistema de forma mais profunda:

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  • Independência tecnológica face a terceiros: Ao desenhar o seu próprio silício, a empresa reduz a dependência das unidades de processamento gráfico da Nvidia e garante um maior controlo sobre a sua cadeia de abastecimento de hardware.
  • Eficiência energética sem precedentes: Os testes iniciais em laboratório indicam que o novo processador consegue entregar um desempenho por watt muito superior, o que diminui drasticamente os custos de electricidade nos centros de dados.
  • Optimização total do ecossistema: A empresa passa a controlar todas as camadas do processo, desde a arquitectura do chip e sistemas de memória até à experiência final do utilizador, para tornar os modelos mais rápidos e fiáveis.

Com este movimento, a OpenAI junta-se à Google, Amazon e Microsoft como um interveniente completo no sector da IA. Esta estratégia de expansão para o mundo físico e infra-estrutural alinha-se com os rumores recentes de que a empresa pretende revolucionar a forma como interagimos com dispositivos móveis.

A produção em massa e a implementação em sistemas reais estão agendadas para o final de 2026, numa escala de gigawatts, com a integração em data centers da Microsoft.

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Etiquetas:BroadcomChipOpenAI
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