PCGuia PCGuia
  • [email protected]
  • Dicas
    • Apps
    • Descomplicómetro
    • Download da semana
    • Guia completo
    • Inteligência Artificial
    • Linux
    • MacGuia
    • Modding
    • Photoshop
    • Teste de velocidade da Internet
    • Open Source
  • Notícias
    • Ambiente
    • Apps
    • Ciência
    • Curiosidades
    • Hardware
    • Inteligência Artificial
    • Internet
    • Jogos
    • Mercados
    • Mobilidade
    • Multimédia
    • Robots
    • Segurança
    • Software
    • Startup
    • Especiais
      • Especial PCGuia
      • História
      • Reportagem PC Guia
  • Reviews
    • Armazenamento
    • Áudio
    • Componentes
    • Desktops
    • Gadgets
    • Imagem
    • Mobilidade
    • Periféricos
    • Robótica
  • Opinião
    • Conceito Humanoide
    • Há Uma App Para Tudo
    • O Que Vem à Rede
    • Praia das Maçãs
    • Quinta Coluna
  • Loja Fidemo
  • Precisa de ajuda?
  • Contactos
  • Como testamos os produtos
  • Termos de utilização
  • Política de privacidade e cookies
  • Estatuto Editorial
  • Declaração de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Vencedores dos Prémios Leitor PCGuia 2025
  • Declaração de Privacidade
© 2023 - Fidemo Sociedade de Media
A ler: Investigador quebra a segurança da Xbox One original treze anos depois do lançamento
Font ResizerAa
PCGuia PCGuia
Font ResizerAa
Procurar
  • Dicas
  • Jogos
  • Linux
  • Notícias
  • Opinião
  • Reviews
  • Cookie Policy
© 2023 Fidemo Sociedade de Média
PCGuia > Notícias > Curiosidades > Investigador quebra a segurança da Xbox One original treze anos depois do lançamento
CuriosidadesNotícias

Investigador quebra a segurança da Xbox One original treze anos depois do lançamento

Após 13 anos de resistência, a Xbox One original de 2013 foi finalmente hackeada através de uma falha de hardware impossível de corrigir.

Pedro Tróia
Publicado em 17 de Março, 2026
Tempo de leitura: 5 min
Xbox One
Neste artigo
  • O ataque Bliss e a injecção de falhas
  • Modificações físicas e ferramentas exclusivas
  • Preservação digital acima da pirataria
  • O impacto do Modo de Programador

A versão original da terceira consola da Microsoft, a Xbox One, lançada em 2013, muito tempo considerada uma verdadeira fortaleza digital, cedeu finalmente. Mais de uma década após chegar ao mercado, investigadores conseguiram quebrar a segurança do modelo “fat”, um feito que deita por terra o estatuto de máquina impenetrável que a fabricante manteve durante gerações. Enquanto a rival PlayStation 4 viu as suas defesas cair logo em 2016, a plataforma da Microsoft resistiu de forma notável. Em 2019, durante uma cimeira de segurança, engenheiros da marca chegaram a afirmar que este era o produto mais seguro que a empresa alguma vez tinha criado. Contudo, a persistência da comunidade de investigação provou que nenhuma barreira de hardware dura para sempre.

O ataque Bliss e a injecção de falhas

Durante a conferência RE//verse 2026, o investigador de segurança Markus “Doom” Gaasedelen apresentou ao mundo o método que derrotou as defesas da máquina. A técnica, baptizada “Bliss”, afasta-se das vulnerabilidades de software tradicionais para atacar directamente o hardware. A arquitectura da consola integra várias camadas de encriptação e autenticação, o que cria uma cadeia de confiança rigorosa entre o firmware do processador, o sistema operativo e os ficheiros dos jogos. Para contornar esta barreira, Gaasedelen recorreu a uma técnica de injecção de falhas de voltagem. Ao contrário da Xbox 360, que caiu perante o famoso Reset Glitch Hack, a Xbox One exigiu uma abordagem muito mais complexa. O objectivo passa por interromper o fornecimento de energia ao processador durante fracções de segundo exactas no processo de arranque. O ataque exige duas falhas de voltagem perfeitamente sincronizadas contra a ROM de arranque do processador de segurança. A primeira falha impede a inicialização das rotinas de protecção de memória do chip ARM Cortex. A segunda atinge uma instrução de cópia de memória no momento da leitura do cabeçalho. Ao executar estes passos com precisão milimétrica, o sistema desvia a execução para uma memória controlada pelo atacante.

- Publicidade -

Modificações físicas e ferramentas exclusivas

Para conseguir este feito, não basta ligar um cabo ou inserir um dispositivo nas ligações externas da consola. O processo obriga a modificações físicas profundas na motherboard. O utilizador tem de soldar um microcontrolador e remover condensadores específicos para atingir a voltagem correcta. Como o investigador não conseguia “ver” o que se passava no interior do chip, teve de desenvolver ferramentas de hardware personalizadas para medir e cronometrar os eventos internos. O processo de descoberta levou anos de trabalho e contou com o apoio de Inteligência Artificial para ajudar a decifrar partes do código complexo. Como o ataque tem como alvo o código imutável gravado na ROM de arranque, a falha é impossível de corrigir através de actualizações de firmware.

Preservação digital acima da pirataria

Embora o acesso total ao sistema permita contornar bloqueios, Gaasedelen deixou claro na sua apresentação que o objectivo principal não é a pirataria. O investigador confessou que já não joga há anos e sublinhou que o foco do seu trabalho é a preservação de videojogos e a facilitação de reparações. Com o controlo total do sistema, desde a ROM de arranque até ao hipervisor, torna-se possível extrair firmware encriptado, chaves privadas e instalar sistemas operativos de terceiros. Para os arquivistas digitais, esta descoberta representa um passo fundamental para garantir que o software daquela geração permanece acessível para estudo, mesmo quando os serviços online encerrarem definitivamente.

- Publicidade -

O impacto do Modo de Programador

A demora de quase treze anos para quebrar a segurança da Xbox One não se deveu apenas à arquitectura robusta da Microsoft. A comunidade de modificação perdeu grande parte da motivação inicial quando a fabricante disponibilizou o Modo de Programador. Esta funcionalidade oficial permite aos utilizadores instalar aplicações de forma legal e executar tarefas complexas, como a emulação de consolas antigas. Com esta via aberta, a urgência para procurar falhas no sistema diminuiu drasticamente. Importa notar que este método “Bliss” funciona exclusivamente no modelo original de 2013, conhecido como “VCR”. As versões posteriores, como a Xbox One S e a Xbox One X, mantêm as suas defesas intactas até ao momento. Ainda assim, a descoberta marca uma mudança profunda na forma como a indústria olha para a segurança de hardware, ao provar que com tempo, dedicação e as ferramentas certas, até os sistemas mais blindados acabam por revelar as suas fraquezas.

- Publicidade -
Etiquetas:BlissMicrosoftXbox One
Publicidade Konica
Ad image
Apoio
Ad image Ad image

Também lhe pode interessar

Malware
Inteligência ArtificialNotíciasSegurança

Descoberto malware autónomo controlado por inteligência artificial

Tempo de leitura: 3 min
Snapdragon 8
HardwareNotícias

Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 6 chegou com arquitectura de dois nanómetros e uma versão Extreme

Tempo de leitura: 5 min
SteelSeries
HardwareNotícias

SteelSeries celebra aniversário com edições limitadas do teclado Apex Pro TKL Gen 3

Tempo de leitura: 2 min
Goodram_Rival
HardwareNotícias

Goodram apresenta a nova memória RIVAL Charge DDR5 com velocidades até 6800 MT/s

Tempo de leitura: 4 min
© 2023 Fidemo Sociedade de Media