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A ler: Acer apoia a utilização da IA nas escolas europeias para desenvolver competências, consciência digital e profissões do futuro
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PCGuia > Notícias > Formação > Acer apoia a utilização da IA nas escolas europeias para desenvolver competências, consciência digital e profissões do futuro
FormaçãoNotícias

Acer apoia a utilização da IA nas escolas europeias para desenvolver competências, consciência digital e profissões do futuro

Até 2030, serão criados 170 milhões de novos empregos e quase 40% das competências atuais sofrerão transformações devido à IA.

Pedro Tróia
Publicado em 27 de Fevereiro, 2026
Tempo de leitura: 6 min
iStock-867341550
Neste artigo
  • O papel da tecnologia no sector educativo europeu
  • Iniciativas práticas e a ligação ao mercado
  • Ética e uso responsável da tecnologia nas escolas

A inteligência artificial está a redefinir de forma profunda a relação entre a tecnologia, a aprendizagem e o mercado de trabalho. Num contexto em que a transição digital exerce um impacto cada vez mais visível nas competências exigidas pelos empregadores, os dados apontam para uma mudança estrutural a nível global. Cerca de 93% das empresas europeias prevêem que a inteligência artificial venha a transformar os seus modelos de negócio até ao final da década. De acordo com os dados partilhados no relatório ‘Future of Jobs 2025’, publicado pelo Fórum Económico Mundial, a actual transformação tecnológica vai resultar na criação de 170 milhões de novos postos de trabalho. Em contrapartida, uma parte substancial das competências actuais, que afecta cerca de 92 milhões de trabalhadores, está destinada a sofrer alterações drásticas ou a tornar-se obsoleta. As estimativas indicam que quase 40% das aptidões actualmente utilizadas no quotidiano laboral vão passar por transformações profundas, obrigando os profissionais a adaptar a sua forma de executar tarefas.

O papel da tecnologia no sector educativo europeu

A Europa assume agora a inteligência artificial como uma prioridade estratégica fundamental para a modernização do sistema educativo. Segundo o relatório ‘2025 Artificial Intelligence in School Education’, divulgado pela European Schoolnet, 13 dos 23 países analisados classificam a integração desta tecnologia nas escolas como uma prioridade de nível elevado. A introdução destas ferramentas tem como objectivos principais melhorar a eficácia dos métodos de ensino, preparar os alunos para as exigências futuras do mercado de trabalho e reduzir a carga burocrática dos docentes. Actualmente, mais de metade do tempo de trabalho dos professores é consumido por actividades administrativas e de organização. É nesta área específica que a tecnologia pode oferecer um suporte prático e imediato. Em paralelo, 20 dos 23 países europeus já contam com políticas nacionais ou estão a desenvolver directrizes específicas sobre a aplicação de ferramentas inteligentes na educação, com um foco especial na ética, na protecção de dados, na formação do corpo docente e na integração nos currículos escolares.

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Iniciativas práticas e a ligação ao mercado

Para dar resposta a este cenário de mudança, várias entidades do sector tecnológico estão a promover iniciativas de debate e formação direccionadas ao ambiente escolar. A Acer, organizou recentemente um encontro com os alunos do Liceo Musicale G. D. Cassini, em Sanremo, para debater o papel da tecnologia na educação e a evolução das competências necessárias para as profissões do futuro. Durante a sessão, Cristina Pez, Diretora Comercial B2B e Educação da marca, apresentou a visão da empresa sobre a intersecção entre a tecnologia e o desenvolvimento de aptidões. Foram partilhadas experiências obtidas em projectos europeus focados na integração de ferramentas digitais em contextos de sala de aula. Um dos exemplos de destaque é a AI Classroom, uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Intel e que já se encontra activa em vários países europeus. Este projecto permite aos professores utilizar ferramentas avançadas para planear aulas, personalizar os conteúdos didácticos, analisar o desempenho dos estudantes e optimizar as tarefas de gestão escolar. Para suportar a exigência de processamento destas novas plataformas de ensino, o hardware desempenha um papel crucial. É neste sentido que a Acer apresentou novos Chromebooks para mercado de ensino com processador MediaTek e foco na durabilidade, equipamentos que integram as especificações necessárias para garantir o acesso contínuo e seguro às novas ferramentas de aprendizagem.

Ética e uso responsável da tecnologia nas escolas

A adopção de novas tecnologias no ensino exige uma atenção rigorosa a elementos basilares como a transparência, a segurança da informação e a supervisão humana constante. O princípio orientador partilhado pelas instituições europeias estabelece que a tecnologia não deve substituir o pensamento humano, mas sim actuar como um complemento. A pedagogia tem de preceder sempre a implementação técnica, e a utilização das ferramentas digitais deve ser acompanhada por um forte sentido de consciência crítica. Existem já exemplos reais de aplicação bem-sucedida a nível europeu. Na Estónia, o governo lançou um programa nacional que inclui a atribuição de licenças e formação específica para professores, além de alargar o acesso a ferramentas digitais a cerca de 30 mil alunos do ensino secundário. O objectivo central desta medida passa por desenvolver competências metacognitivas, melhorar a capacidade de análise de dados e fomentar o pensamento crítico entre os mais jovens. A par destas iniciativas governamentais, o sector privado tem promovido workshops dedicados à identificação de notícias falsas, actividades ligadas às áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e conferências que envolvem os estudantes em percursos de literacia digital avançada. A visão partilhada pelos especialistas do sector indica que a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta emergente para se tornar uma competência cultural indispensável. Preparar os alunos para o futuro implica ensiná-los a colaborar com as máquinas, garantindo que a aprendizagem se torna mais acessível, personalizada e alinhada com os desafios reais da sociedade.

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Etiquetas:acer
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