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PCGuia > Opinião > Conceito Humanoide > A espiral descendente
Conceito HumanoideOpinião

A espiral descendente

A questão que devemos colocar não é se estas plataformas devem existir, mas sim que tipo de sociedade estamos a construir quando as tratamos como normais, inevitáveis ou até desejáveis.

André Gonçalves
Publicado em 28 de Fevereiro, 2026
Tempo de leitura: 4 min
kjpargeter/Freepik

A normalização de plataformas de venda de conteúdo sexual “personalizado” representa uma preocupante tendência da economia digital contemporânea. O que é vendido como “empreendedorismo” e “liberdade financeira” esconde uma realidade muito sombria para ambos os lados da transacção.

Quando 75% dos criadores ganham menos de cem dólares por mês, e apenas 1% fica com mais de um terço de todas as receitas, temos uma distribuição muito mais desigual do que noutros sectores económicos. Milhares de jovens de 18 ou pouco mais anos entram nestas plataformas seduzidas por estórias de sucesso que são, estatisticamente, excepções raríssimas.

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Isto resulta numa geração de jovens que expõe a sua intimidade na internet — conteúdos que ficarão online para sempre — em troca de quantias que muitas vezes não chegam para comprar um telemóvel. O custo real não é medido em euros, mas em privacidade perdida, estigma social e potenciais consequências para futuras carreiras e relações.

O facto de a faixa etária dos 18 aos 24 dominar a criação de conteúdo não é coincidência. Existe uma procura específica por corpos jovens que sejam simultaneamente “legais” e próximos do limite da menoridade: uma zona muito cinzenta da moral que a legalidade técnica não consegue apagar. A plataforma lucra com esta dinâmica, ficando com 20% de cada transacção, enquanto criadores e consumidores carregam os custos psicológicos.

Do lado de quem paga, o modelo de negócio explora vulnerabilidades humanas profundas: solidão, carência de validação e necessidade de conexão. A “ilusão de intimidade”, com interacções que simulam interesse genuíno, activa mecanismos de ligação emocional que mantêm utilizadores presos num ciclo de gastos. Os fãs pagam não só com dinheiro, mas também com a substituição de relações reais por simulacros comerciais, alimentando expectativas irrealistas sobre sexualidade e intimidade, e reforçando um mercado que objectifica pessoas cada vez mais jovens.

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Num ciclo que se alimenta de si próprio, a verdadeira perversidade do sistema está na sua auto-manutenção: quanto mais fãs pagarem por conteúdo de jovens de 18 anos, mais jovens entram na plataforma com essa idade para responder a essa procura. A normalização cultural baixa as barreiras de entrada, e a crise económica empurra pessoas vulneráveis para decisões que, noutras circunstâncias e idades, não as tomariam.

Não se trata de moralismo ou de julgar escolhas individuais. Trata-se de reconhecer que há um sistema onde a maioria dos criadores ganha migalhas, onde a juventude é o produto mais valorizado e onde consumidores são mantidos em loops de dependência emocional através de técnicas de manipulação psicológica. Este não é um sistema neutro, mas sim um que extrai valor de vulnerabilidades humanas enquanto enriquece intermediários tecnológicos.

A questão que devemos colocar não é se estas plataformas devem existir, mas sim que tipo de sociedade estamos a construir quando as tratamos como normais, inevitáveis ou até desejáveis.

 

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Etiquetas:internetOpiniãoPlataformas online
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