Distribuições Linux Recomendadas para 2022

Existem várias distribuições Linux com objetivos diferentes, o que abre o leque para um vasto catálogo de opções. Neste artigo, recomendamos aquelas que demonstram ser as alternativas mais equilibradas, em diferentes áreas.

Quando escrevemos o primeiro artigo na PCGuia, em Junho de 2018, sobre sistemas Linux para uso diário, a experiência para novos utilizadores era muito boa. Se este é o primeiro artigo que lê sobre o tema, então ficará feliz de saber que passados quatro anos, a experiência melhorou.

Conseguimos identificar, não só uma maior rapidez evolutiva da base do sistema em si, mas também uma maior adaptação às exigências dos utilizadores, na busca de uma solução segura, mas ao mesmo tempo simples e prática de usar, em várias áreas como: uso diário em casa num computador com pouco ou muitos recursos, servidores, IoT, jogos, virtualização, recuperação de sistemas operativos, área de tecnologias de informação, segurança e a lista continuaria.

Será difícil não encontrar uma solução que vá ao encontro do que procura, mas também difícil será a escolha com tantas opções. É por isso que o vamos ajudar.

Novos utilizadores
O padrão do Windows está “gravado” no nosso código genético e, por isso, a procura por uma distribuição “igual” é natural – mas, e para lhe pouparmos tempo, isso não existe. O que há, sim, são distribuições que conseguiram encontrar um equilíbrio entre hábitos desenvolvidos por parte de um utilizador durante anos num sistema operativo e, gradualmente, tentar mudá-los para um novo sistema, sem criar ’ruído’ a ponto de o fazer desistir ao primeiro problema encontrado. Das várias distribuições testadas para este efeito, destacamos quatro: Manjaro, PopOs, Ubuntu e Linux Mint, sendo este último a nossa escolha.

Esta escolha têm como base a instalação e o uso diário por pessoas diferentes, com pouco conhecimento técnico e em equipamentos distintos, ao longo de vários anos. Apesar de o Manjaro e de o PopOs terem uma maior compatibilidade com equipamentos actuais, o Linux Mint fica a meio termo e tem sido uma escolha acertada para quem começa a dar os primeiros passos em Linux.

Segurança e privacidade
A segurança e a privacidade são temas cada vez mais importantes num mundo em rápida mudança e apesar de qualquer distribuição Linux ser uma excelente opção para esta área, existem algumas em particular com este foco. Destacamos quatro: Kali Linux, Tails, Black Arch e Parrot OS, sendo este último o mais equilibrado para este efeito.

Os motivo da escolha prendem-se com uma maior opção de imagens para diferentes casos de uso como versões para uso diário com ferramentas de segurança q.b., segurança e testes de intrusão, IoT e nuvem. A sua base é Debian Testing, o que permite um maior uso de ferramentas nas versões mais actualizadas, bem como uma maior compatibilidade em hardware actual, devido ao kernel usado e aos módulos instalados. Comparando com as outras sugestões, o Kali Linux tem demasiadas ferramentas instaladas; o Tails tem uma componente mais fechada em privacidade, o que pode comprometer alguns acessos diários; e o Black Arch é para um público mais experiente.

Servidor
Esta área pode ser um pouco controversa, porque depende sempre de vários factores, mas como o leitor reparou, a nossa escolha vai para aquela que achamos mais equilibrada. Destacamos duas: Ubuntu Server e a nossa escolha, Debian. Esta distribuição tem mais pacotes desenvolvidos, é estável e é a base para grande parte das distribuições Linux existentes, tais como o Ubuntu – não é por acaso que é considerado o “pai de todas as distribuições”; além disso é 100% livre, não sendo controlado por uma única empresa, mas sim pela comunidade (ao contrário do Ubuntu) e tem uma boa documentação.

O Ubuntu Server tem vantagens para desenvolvimentos acelerados, onde as versões mais recentes de pacotes têm importância ou onde o apoio técnico da Canonical interessa.

Distribuição revelação em 2021
Além das actuais distribuições, existe sempre espaço para as novas. No ano passado, “tropecei” numa delas: a Kaisen Linux. O seu primeiro lançamento foi em 2019, é baseada no Debian Testing, usa o ambiente gráfico Mate (ou Kde Plasma) e é uma rolling release. O seu foco é em profissionais de tecnologias de informação, com ferramentas para administração de sistemas, que incluem diagnóstico de falhas de sistema e redes, backup de dados, reparação de sistemas de ficheiros, recuperação de dados, virtualização, automação, desenvolvimento e segurança, entre outras características. A compatibilidade é muito boa em hardware actual e a melhor experiência que tive foi com o ambiente gráfico Mate.

Aconselho esta distribuição a quem procura uma distribuição completa com tudo o que é necessário para administração de sistemas e desenvolvimento.