Samsung Galaxy Z Flip 3 5G

Não há duas sem três: o novo dobrável da Samsung traz novidades, mas precisa de mais bateria.

Parece mesmo que a Samsung acredita que a tecnologia de telefones dobráveis é o que os consumidores querem ter nos tempos mais próximos. Em conjunto com o mais Galaxy ZFold 3 5G, a marca coreana lançou também uma nova geração Z Fold, um smartphone com ecrã dobrável sobre si próprio, que faz com que este smartphone se pareça bastante com os telefones móveis clamshell dos anos 1990 e início dos anos 2000, como o Star Tac da Motorola.

Este smartphone oferece uma vantagem em relação aos modelos actuais: cabe perfeitamente num bolso, quando está fechado. Tem um pequeno ecrã do lado de fora, com 6,2 polegadas, que permite ver notificações e outra informação enquanto está dobrado. Quando se abre, o ecrã interior fica com 7,4 polegadas (1768 x 2208 de resolução).

Continua o vinco
O facto de o ecrã interior ser dobrável, faz com que, inevitavelmente, fique com um vinco na zona da dobra. Esta é daquelas coisas que, ao início, faz alguma confusão, mas passado algum tempo acabamos por nos habituar. De qualquer maneira, o vinco também não faz grande diferença visualmente, a menos que se olhe para o ecrã na diagonal, com uma luz a incidir em cima dele.

O Z Fold 5G tira partido da possibilidade de ser dobrado, porque tem um modo ‘selfie’, que funciona quando o ecrã está dobrado a noventa graus. Isto permite que o dispositivo fique estável e, ao mesmo tempo, permite ver a imagem que se está a tentar captar.

Para fechar o assunto “dobra”, a Samsung redesenhou o mecanismo que permite dobrar o ecrã, que agora está mais resistente e impede a entrada de poeiras e outros detritos.

Embora este design seja inovador e, francamente, bastante prático, não deixa de ter os seus problemas: o mais complicado é a capacidade da bateria, como poderemos ver nas medições. O resultado foi francamente mau, cerca de metade da média de todos os dispositivos que custam mais de seiscentos euros e que passaram por cá durante 2021. Os nossos testes simulam uma utilização real do dispositivo, com navegação na Internet, fotografia, vídeo, videochamada e edição de vários tipos de documentos, entre outras actividades que se podem fazer com um smartphone, daí ficarmos bastante longe dos valores anunciados, que, normalmente são obtidos apenas através da reprodução de vídeo.

Falta bateria
O valor obtido no teste de vida da bateria, pode ser explicado pelo facto de o processador do Z Flip 3 (Qualcomm SnapDragon 888 5G) ser bastante mais poderoso, o que se percebe bem pelos testes de desempenho – conseguimos resultados bastante mais altos que os obtidos com o Z Fold 2, lançado em 2020: mais cerca de mil pontos no PCMark e quase doze mil no AnTuTu. Como se sabe, para um processador ser mais rápido tem sempre de gastar mais energia, independentemente de ser mais eficaz na sua gestão que o processador da geração anterior.

Um dos compromissos que a Samsung teve de fazer neste Z Flip foi o de colocar um sensor de impressões digitais no botão de ligar. Apesar de ocupar pouco espaço, é um pouco menos eficaz que ter um no ecrã, ou mesmo na parte de trás do dispositivo. O resultado foi o de, muitas vezes, não conseguirmos ter uma boa leitura da impressão digital, mesmo que se coloquem os dedos bem em cima dele.

A câmara traseira, tem dois sensores com 12 MP que oferecem a maioria das funcionalidades que se encontram noutros smartphones da marca, como a possibilidade de gravação de vídeo 4K a 60 fps, ou 1080p a 240 fps.


Distribuidor: Samsung

Preço: €1099,99


Benchmarks

  • Antutu: 719 997
  • 3DMark Ice Storm Unlimited: 116 928
  • PCMark Work 3: 14 255
  • PCMark Work 3.0 Battery (minutos): 457

Ficha Técnica

Processador: Qualcomm Snapdragon 888
Memória RAM: 8 GB
Armazenamento: 256 GB / 128GB
Ecrã: principal – 6,7” Dynamic Amoled 2X (2640 x 1080); exterior – 1,9″ Super Amoled (260 x 512)
Câmaras: 24 MP + 10 MP frontal
Bateria: 3300 mAh
Dimensões: 72,2 x 166 x 6,9 mm (aberto); 72,2 x 86,4 x 17,1~15,9 mm (fechado)
Peso: 183 gramas