Memória DDR5

Com a iminente chegada dos futuros Intel Core de 12.ª geração, os Alder Lake-S, aparecem igualmente as novas memórias RAM DDR5. Conheça-as em detalhe.

A RAM é a memória que qualquer dispositivo electrónico avançado dispõe, sendo esta utilizada para armazenar os dados mais utilizados, tornando o seu acesso mais rápido, comparativamente aos sistemas de armazenamento, tendencialmente mais lento. Esta memória, a DRAM (Dynamic Random-Access Memory), é considerada uma memória volátil: ao contrário das memórias NAND utilizadas em pens USB, cartões de memória e módulos SSD, os conteúdos armazenados são eliminados assim que os chips deixam de ser alimentados. Ao longo dos anos, as memórias RAM têm evoluído, não só em termos de capacidade, como em termos de velocidade e consumo energético.

Especificações
Estas memórias são do tipo DDR (Double Data Rate), ou seja, têm duplo acesso, uma vez que permitem a leitura e escrita de dois dado,s por ciclo. Face às actuais memórias DDR4, as novas DDR5 oferecem uma largura de banda bastante superior que permite atingir, no mínimo, 4800 milhões de transações por segundo (usando uma frequência de 4800 MHz), uma evolução significativa face às 3200 milhões de transações permitidas pelas normas da JEDEC (entidade reguladora) das memórias DDR4.
Ao contrário do que sucedeu no passado, uma das grandes novidades das DDR5 é não terem um aumento significativo das latências, ou seja, do tempo de acesso aos dados, que deverá manter-se entre os 14 e 15 nanossegundos. Igualmente relevante é o facto de poder tornar o seu sistema mais eficiente, uma vez que a alimentação dos novos módulos é de apenas 1.1 V.
Graças à maior densidade dos chips que serão utilizados nos módulos DDR5, será possível elevar o actual limite de 128 GB de um PC tradicional, para 512 GB usando quatro módulos de memória, ou 1 TB usando oito módulos nos futuros Intel Xeon e AMD Ryzen Threadripper.

Aplicações
Numa primeira fase, as memórias DDR5 deverão ser utilizadas pela futura plataforma Alder Lake-S da Intel. Estes processadores, os primeiros a estrear a nova arquitectura híbrida (núcleos de alto desempenho e núcleos de elevada eficiência energética), terão a particularidade de serem compatíveis tanto com DDR4 como DDR5, sendo estas últimas as memórias recomendadas para os sistemas de alto desempenho. Só em 2022 é que chegarão os primeiros processadores AMD compatíveis com estas novas memórias, os futuros AMD Ryzen “Raphael”, que utilizarão a futura arquitectura Zen4, o novo encaixe AM5 de 1718 contactos e um avançado processo de fabrico de 5 nm.