Age of Empires IV

Será que a Relic conseguiu trazer este clássico jogo estratégia para a actualidade?

Vamos já tirar uma coisa do caminho: se quiser jogar Age of Empires 4 (AoE), aconselho a optar pela versão Steam do jogo. Isto porque, se optar pela que está na loja da Microsoft e tiver o Windows em português europeu, o jogo fica em brasileiro e não há forma alguma de mudar a língua. A edição Steam não tem este problema e não consigo perceber porque é que a versão da loja Microsoft tem de ser diferente. Infelizmente, ao fim destes anos todos, a Microsoft ainda não conseguiu perceber que o português falado em Portugal é diferente do falado no Brasil. Enfim.

Evolução na continuidade
Dito isto, Age of Empires 4 está muito bem desenhado e consegue trazer o jogo para a modernidade sem perder muita da alma dos episódios anteriores tanto no que respeita à campanha single player, como no que toca ao multiplayer.

Nesta edição, estão disponíveis oito civilizações: Rússia, Sacro Império Romano, China, Inglaterra, Sultanato de Delhi, Mongóis, Dinastia Abássida e a França. Mas apenas os ingleses, russos, mongóis e chineses podem usados na campanha single player.

A fórmula tradicional deste tipo de jogos continua presente: há que recolher recursos para construir edifícios, que, por sua vez, permitem a criação de mais unidades para os exércitos e recolher mais recursos. As tecnologias disponíveis podem evoluir através da construção de edifícios especiais, o que faz com que avancemos para uma era posterior. No entanto, esta evolução resume-se a quatro níveis.

Tudo isto é importante, mas o que interessa realmente em Age of Empires é mesmo o exército e a sua capacidade de conquista/defesa. Cada civilização tem acesso a unidades militares básicas que são o antídoto umas para as outras: os lanceiros protegem da cavalaria, a cavalaria é útil contra os arqueiros e os arqueiros são eficazes contra os lanceiros. Uma coisa curiosa em AoE 4 é o facto de os arqueiros acertarem sempre nos alvos, ao contrário do que acontece nos outros jogos da série (e na vida real). Isto simplifica muito as coisas em termos de combate e de movimentação das unidades, mas não deixa de ser estranho.

Novos automatismos
Esta simplificação estende-se a outros aspectos de Age of Empires 4. Por exemplo, já não é necessário dar ordem aos camponeses para semearem as suas quintas, porque agora é tudo automático. Esta simplificação das minudências da gestão das cidades percebe-se do ponto de vista de dar mais importância ao combate e à estratégia.
A forma de construir cidades é também um pouco diferente da dos outros episódios da série, com bónus de produção em vários edifícios, que dependem dos que estão adjacentes. Isto obriga o jogador a planear a forma como constrói as suas cidades.

As muralhas também funcionam de forma diferente em AoE 4: agora só podem ser destruídas com engenhos de cerco e não com ataques de arcos e espadas, apesar de os soldados poderem construir arietes para destruir portões ou abrir brechas maiores em muralhas danificadas – contudo, isto requer planeamento antecipado.


Editora: Relic Entertainment

Distribuidora: Microsoft Games

Plataformas: Windows

Preço: €59,99


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