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A ler: Pele artificial? Investigadores da Universidade de Coimbra criam circuitos flexíveis e elásticos com IoT
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PCGuia > Notícias > Pele artificial? Investigadores da Universidade de Coimbra criam circuitos flexíveis e elásticos com IoT
Notícias

Pele artificial? Investigadores da Universidade de Coimbra criam circuitos flexíveis e elásticos com IoT

Ricardo Durand
Publicado em 5 de Agosto, 2021
Tempo de leitura: 4 min
©Universidade de Coimbra / DR.
©Universidade de Coimbra / DR.

A Internet das Coisas é uma tendência tecnológica que se tem vindo a acentuar nos últimos anos, com presença em múltiplos sectores, entre os quais o têxtil. Há vários projectos de ‘roupa inteligente’ e até mesmo as grandes marcas de moda, como a Levi’s, já apresentaram conceitos deste género.

Agora, um grupo de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica da Universidade de Coimbra prepara-se para dar o próximo passo: circuitos elásticos e flexíveis que podem ser integrados em têxteis sem que haja o problema de se danificarem quando esticamos ou dobramos a roupa.

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«O problema que resolvemos é central para a produção em larga escala e a comercialização de várias tipologias de produtos. É uma nova alternativa à soldagem tradicional de microchips e pode criar uma revolução na montagem de circuitos impressos», explica Mahmoud Tavakoli, líder da equipa que tem o projecto em mãos, que conta ainda com Pedro Alhais Lopes, Bruno C. Santos e Aníbal T. de Almeida.

©Universidade de Coimbra
©Universidade de Coimbra | A aplicação directa na pela é uma das possibilidades desta tecnologia

Circuitos elásticos com aplicação do desporto à moda

O que está em causa é uma «técnica inovadora» que permite a produção de «circuitos elásticos e têxteis electrónicos em larga escala e a baixo custo». Sobre as aplicações, a UC fala em cinco: saúde, IoT, desporto (na monitorização do desempenho de atletas), automóveis e moda (o tecido como «ferramenta de comunicação»).

Mahmoud Tavakoli diz que, com esta nova abordagem, será possível «incorporar de forma eficiente microchips em circuitos flexíveis e utilizá-los na produção de vários tipos de circuitos elásticos ultrafinos, ou têxteis electrónicos».

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Dar “vida” às emoções e a uma… pele artificial

Contudo, os avanços feitos pelo Instituto de Sistemas e Robótica da UC podem levar a aplicação destes circuitos mais longe: a impressão de «adesivos electrónicos para monitorizar a saúde de doentes» (actividade muscular, respiração, temperatura corporal, batimentos cardíacos, actividade cerebral e «até emoções») ou criar «pele artificial».

©Universidade de Coimbra Demo
©Universidade de Coimbra | A investigação sobre os circuitos elásticos está publicada com todos os detalhes na revista científica Nature Communications

Isto acontece porque a nova técnica desenvolvida na Universidade de Coimbra se baseia em «materiais flexíveis e circuitos à base de polímeros elásticos» – é uma alternativa à «integração de microchips, que se encontram em estado sólido», lembra Mahmoud Tavakoli.

Parceiros, precisam-se

Este projecto de circuitos elásticos faz parte do programa WoW da Carnegie Mellon Portugal, uma parceria entre esta universidade dosa EUA e a Fundação para a Ciência e Tecnologia. O paper que detalha o funcionamento e aplicação da tecnologia (que já está patenteada) pode ser lido na revista científica Nature Communications.

Neste momento, a equipa de investigadores está a tentar «encontrar parceiros empresariais que apoiem a comercialização desta solução em diferentes áreas de actividade», conclui a UC.

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Etiquetas:inovaçãouniversidade-de-coimbra
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