FLiP 11. Priberam apresenta novo corrector ortográfico “mundial” e critica erros do Office

A apresentação à imprensa, conduzida por Carlos Amaral, CEO da Priberam, acabou por focar-se nas comparações entre o corrector ortográfico do Office 2019 e o FLiP.
©Christin Hume
©Christin Hume

A Priberam lançou uma nova versão do seu corrector ortográfico. O FLiP 11 passa a ser um software unificado e «universal», já que deixa de haver um produto específico para o mercado brasileiro – o FLiP Brasil.

De resto, foram poucas as novidades anunciadas pela empresa para esta nova edição do FLiP, além da habitual revisão e alargamento do Dicionário Priberam, que passa de 100 mil para 130 mil entradas, assim como do «léxico geral e dos dicionários temáticos».

A apresentação à imprensa, conduzida por Carlos Amaral, CEO da Priberam, com a participação da linguista Helena Figueira, acabou por focar-se nas comparações entre o corrector ortográfico do Office 2019 e o FLiP, com a apresentação de vários casos em que o recurso da Microsoft não reconhece vários erros ou contextos gramaticais.

«Temos uma capacidade de correcção de erros cerca de cinco vezes superior à das ferramentas de correcção ortográfica e sintáctica nativas do Office 2019», diz o CEO.

Esta comparação entre os dois recursos de correcção de texto foi feita com mais de dez casos que demonstram, segundo a Priberam, que o corrector ortográfico da Microsoft é inferior ao FLiP. Helena Figueira apontou o facto de o Office 2019 reconhecer como erros as palavras ‘monitorização’,’ avalizar’, ‘catavento’, ‘Cabo-Verde’.

©Priberam
©Priberam | O corrector ortográfico do Office 2019 foi bastante criticado pela Priberam – ao todo foram dados treze exemplos das falhas da Microsoft.

Ao todo, o sistema de correcção da Microsoft reconhece «apenas» treze tipos de erros, enquanto o FLiP ultrapassa os sessenta, sublinhou a linguista. Outro dos argumentos da Priberam continua a ser os dicionários temáticos, que o Office não tem. Isto faz com que, por exemplo, o Word não reconheça a palavra ‘cometário’ como algo relativo a ‘cometa’, mas sim como se fosse um erro em ‘comentário’.

A edição 11 do FLiP é, além do Office, compatível com WordPress (com um plugin), Open Office e com as ferramentas Adobe InCopy e InDesign – de fora continua a ficar macOS, uma vez que a Apple «não permite que haja outras ferramentas de correcção que se sobreponham às suas», lembrou Carlos Amaral.

O preço de uma licença é de 59,99 euros ou de 69,99, para três. Quem tiver as versões 8, 9 e 10 pode fazer a a actualização para o FLiP 11 por 39,99 (uma licença) ou 48,99 (três).