Endzone – A World Apart

O mundo acabou, mas a humanidade sobreviveu.

O primeiro jogo deste tipo que experimentei foi Surviving the Aftermath (Paradox Interactive) em que temos de fazer florescer uma nova civilização humana, depois de um cataclismo. Embora interessante, as opções de gestão e o fluxo de decisões era algo simples demais. Quase dois anos depois surge Endzone – A World Apart, da Assemble Entertainment. A premissa é a mesma: uns poucos seres humanos salvam-se de um apocalipse nuclear e agora têm de sobreviver num mundo muito mais hostil do que era antes.

Gráficos de primeira
Endzone é um jogo graficamente bastante mais evoluído que o antecessor e utiliza técnicas muito mais avançadas. Ao contrário de Surviving the Aftermath, a dinâmica do ambiente em que temos de construir a nossa colónia é muito mais semelhante à realidade, com, por exemplo, zonas de radiação que vão mudando consoante cai chuva radioactiva (em Aftermath, a radiação era fixa em zonas no solo e, embora pudesse haver chuva radioactiva, os seus efeitos só duravam enquanto estivesse a cair).

A cadeia de produção é muito mais complexa, com vários edifícios que podem ter várias funções. Por exemplo, os recicladores podem produzir uma grande quantidade de objectos diferentes – por isso é necessário ter vários para que se consiga obter tudo o que é necessário para que a colónia prospere. Também há que proteger os habitantes da colónia, através da construção de vestuário protector e máscaras (para estas últimas também é necessário carvão, que pode ser obtido através das árvores), para que se possa movimentar em zonas onde a radiação é mais alta.

O sistema de saúde também é diferente porque para se ter medicamentos é necessário ter pessoas que vão à procura de ervas e raízes nas florestas, para os conseguir produzir.

Como se pode ver, tudo está interligado e o jogador tem de dar atenção a todos os aspectos para que a colónia funcione. Uma última palavra para o áudio: este aspecto do jogo foi muito bem pensado e há coisas como o som dos passos dos habitantes ou do vento a passar por entre as árvores. Tudo isto faz de Endzone um jogo muitíssimo convidativo para quem gosta do género.


Editora: Assemble Entertainment

Disponível para: PC

Preço: €29,99 (Steam)


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