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DescomplicómetroDicas

NFT

Mafalda Freire
Publicado em 23 de Maio, 2021
Tempo de leitura: 4 min

Uma colagem digital do artista Beeple, com o valor de 58,4 milhões de euros; o GIF de comemoração do décimo aniversário do Nyan Cat, vendido em leilão por cerca de 505 mil euros; e dez vídeos e imagens da cantora Grimes que geraram 5 milhões de euros. Estes são exemplos de NFT, activos digitais não-fungíveis (mais correctamente, infungíveis), que vivem na blockchain, a tecnologia que atesta a proveniência e a propriedade destes itens digitais.

Vamos começar por descodificar o que se entende por ‘tokens’: podem ser fichas, caso estejamos a falar do mundo físico, mas no ambiente virtual referem-se a activos não materiais ou ficheiros. Já ‘infungível’ significa que é único, ou seja, não pode ser substituído por nada. Uma obra de arte como a Mona Lisa é infungível porque não pode ser trocada por outra igual; já uma bitcoin ou uma moeda de um euro são fungíveis porque podem ser trocadas por outras exactamente iguais.

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Resumindo, um NFT funciona como uma espécie de certificado (metadados) que fica ligado a uma peça de arte, vídeo, jogo ou outro activo sempre digital e que estabelece que esse item é original, além da sua titularidade.

Como funciona?
Os NFT têm por base a blockchain, a tecnologia que está ligada às criptomoedas, como a Bitcoin, e que é uma base de dados descentralizada usada, principalmente, para verificar transacções, como o caso das moedas digitais, embora seja possível inserir praticamente qualquer documento na blockchain. Este registo não pode ser alterado ou apagado e essa é a grande mais-valia da tecnologia.

Assim, um NFT é um registo único na blockchain, imutável, transmissível, que pode ser verificado publicamente. Para já, quase todos os NFT usam a Ethereum (da qual faz parte a criptomoeda Ether), mas existem outras plataformas, como a Flow ou a Wax. Para criar um NFT é preciso ter o activo, uma wallet na blockchain que se vai usar, por exemplo na Ethereum, e criar o NFT, o que se designa de ‘mint’, numa plataforma própria de NFT, como a Mintable.

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Vantagens e problemas
Os NFT têm benefícios claros, já que os donos de um desses activos têm uma espécie de certificado de propriedade intelectual, o que garante sua autenticidade e unicidade. Já quanto aos criadores, sejam artistas, músicos, marcas, influenciadores ou desportistas, possibilita que façam dinheiro a vender bens digitais e sem intermediários. Além disso, permite definir royalties para o criador original, em caso de revenda (de forma automática), fazer transacções sem burocracias e verificação de uma entidade reguladora.

O grande problema ligado aos NFT é a questão da pegada ecológica, já que as transacções realizadas na blockchain, designadas por ‘mineração’, consomem muita energia eléctrica. Para se ter uma ideia do que se gasta, a pegada carbónica associada ao NFT Space Cat, um ficheiro GIF, corresponde à utilização média de electricidade de um cidadão da União de Europeia durante dois meses, segundo o site The Verge. Esta questão terá de ser resolvida em breve, para que os NFT mantenham a sua popularidade.

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Etiquetas:Activo digital não-fungívelarte digitalBlockchainEthereumNFTNon-Fungible TokensNyan Cat
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