Processador da Sony PS5 visto ao microscópio revela limitações tecnológicas

Através de fotografias microscópicas tiradas ao APU da PlayStation 5, foram reveladas limitações significativas no seu GPU.

Ao contrário da Microsoft, que revelou o APU (Accelerated Processing Unit) que equipa as suas Xbox Series X e Series S antes mesmo do lançamento, a Sony sempre se manteve muito discreta relativamente a este componente. Essa descrição acabou, agora que o APU da PlayStation 5 foi fotografado por Fritzchens Fritz, que utilizou um microscópio SWIR (Short Wave InfraRed Light), que permite identificar todas as secções que constituem o interior deste componente.

Através destas fotografias, torna-se possível identificar todos os elementos desta APU, que é constituída por um processador AMD de oito núcleos com arquitectura Zen2, e por um GPU de arquitectura RDNA2, embora com algumas limitações inexperadas. Aparentemente o GPU produzido inclui 40 unidades computacionais, embora a Sony e a AMD apenas tenham confirmado 36 unidades operacionais.

Porém, essas unidades estão organizadas de forma diferente, assemelhando-se mais a um GPU de arquitectura RNDA e não RDNA2, uma vez que esta disposição não inclui a memória cache L3, aqui designada de AMD Infinity Cache. Existem outras limitações, como os pipelines das unidades de FPU, que foram reduzidos de 256-bit para 128-bit.

O único ponto positivo, que superou as expectativas, foi a descoberta da protecção que a Sony incluiu na superfície do APU, para permitir a utilização de pasta térmica de metal líquido, evitando que a mesma entre em contacto com os sensíveis componentes electrónicos, colocados na superfície do APU.