Estudo Intrum: quase metade os portugueses acredita vai deixar de usar dinheiro físico em 2026

Esta transição em definitivo para os pagamentos digitais, também é um motivo de preocupação para os portugueses, que lembram o aumento do risco de ciberataques.
©Mika Baumeister
©Mika Baumeister

Será que daqui a cinco anos, vamos deixar de usar dinheiro físico no dia-a-dia? A ter em conta a conclusão do estudo European Payment Report 2020 da Intrum (uma empresa de serviços de gestão de crédito), esta será a realidade em 2026.

Neste documento, a empresa mostra que 48% dos inquiridos nacionais acredita que o País «não usará dinheiro físico dentro de cinco anos».

Em relação aos dados de 2019, em que a Intrum fez a mesma pergunta sobre a substituição do dinheiro físico por pagamentos e moedas digitais, houve um aumento de «200%» nas resposta positivas sobre esta transição

«Uma sociedade sem dinheiro pressupõe uma economia nacio­nal na qual os meios digitais para a realização de transações (cartões de crédito, MB Way, PayPal, etc.) substituem a utili­zação de moedas e notas físicas», diz Luís Salvaterra, director-geral da Intrum Portugal.

Contudo, esta transição em definitivo para os pagamentos digitais, também é um motivo de preocupação para os portugueses que participaram no European Payment Report 2020. Segundo a Intrum, 62% consideram que um cenário em que tudo passa pela Internet faz com que a «exposição aos ciberataques» seja o «maior risco para as empresas».