Torne o PC mais rápido mudando software para um disco externo SSD

Quanto mais software temos nos nossos computadores, mais lentos eles ficam, quer seja porque o espaço em disco é menor, quer porque, conforme os programas vão evoluindo, muitas vezes consomem mais memória – veja-se o caso da suite da Adobe.

Além disso, se muitos programas estiverem a usar a RAM em simultâneo, o Windows pode seleccionar alguns dados e transferi-los momentaneamente para o disco rígido, para libertar memória; quando se tem pouco espaço, ou o disco está muito fragmentado pela idade, isto pode seriamente afectar a rapidez do PC.
Saiba como mover algum software para um disco externo, que aconselhamos que seja SSD pela sua maior rapidez em relação a disco rígido tradicional, para ter uma máquina mais eficiente e evitar fazer upgrades com grande frequência.

1 – Veja de quanto espaço precisa
Com os discos externos SSD a preços já acessíveis, um de 1 TB pode ser uma boa solução, mas muito provavelmente não vai necessitar desse espaço de armazenamento todo para os seus programas. Assim, pode optar por fazer uma ou mais partições e dar diferentes usos ao disco: por exemplo, uma área para os programas e outra para os seus dados.

Comece por ver que tamanho ocupam as aplicações que tem instaladas. Abra o ‘Explorador de Ficheiros’ com a combinação de teclas ‘Windows +’E’ e seleccione a drive ‘C:’, na área ‘Dispositivos e unidades’.

Clique com o botão direito do rato na pasta ‘Programas’ e, em seguida, em ’Propriedades’ para ver o espaço ocupado e faça o mesmo na pasta ‘Programas (x86)’: tenha sempre como referência a opção ‘Tamanho no disco’. No nosso caso são 6,80 GB (5,09 GB + 1,71 GB). Apesar de ser improvável que mude todo este conteúdo para o disco externo, faça uma partição de, pelo menos, um tamanho igual. Se tem um disco de 1 TB, pode facilmente criar uma partição de 100 GB e deixar os restantes 900 para os seus backups, documentos, fotografias e vídeos, etc.

2- Fazer partições
Ligue o disco externo, aguarde que o mesmo apareça no ‘Explorador de Ficheiros’ e, na barra de pesquisa, escreva partições e clique em ‘Criar e formatar partições do disco rígido’ – isto vai abrir a janela ‘Gestão de Discos’.

Aqui pode ver todos os discos que estiverem ligados no seu computador, sejam eles internos [1] ou externos [2]. Na lista de discos, seleccione o disco externo com o botão direito do rato e escolha ‘Reduzir Volume’. O Windows vai analisar o disco e depois pedir que indique qual o espaço mínimo que quer usar nessa partição. Suponhamos que quer fazer uma partição de 50 GB: deverá colocar 50000 em ‘Introduza a quantidade de espaço a reduzir’. Em seguida, faça ‘Reduzir’ e aguarde a conclusão do processo.

Agora, esse espaço deverá surgir como ‘Não Atribuído’ e, para criar a partição, terá de clicar novamente com o botão direito do rato e escolher ‘Novo Volume Simples’. Escolha duas vezes ‘Seguinte’ e, na área ‘Formatar partição’, deixe tudo como está, excepto a opção ‘Etiqueta de volume’, em que deverá apagar ‘Novo Volume’ e escrever software.

Conclua o processo, seguindo as instruções do assistente do Windows. Vá novamente ao ‘Explorador de Ficheiros’ e na área ‘Dispositivos e unidades’ deverá ver a partição ‘Software’.

3 – Mudar os programas
Abra as ‘Definições’ com a combinação de teclas ‘Windows + I’ e escolha ‘Aplicações’ > ‘Aplicações e funcionalidades’. Veja quais os programas que quer (e pode) mudar para o disco externo, seleccione ‘Mover’, escolha o disco ‘Software’ e, depois, clique em ‘Mover’, novamente, para que o programa seja transferido para o disco externo. Faça isto em todas as aplicações que quer mudar.

Se, depois de mudar os programas, tentar a ceder a um deles com SSD desligado, é natural que veja uma mensagem de erro. Caso isto aconteça, basta ligar o disco e o programa deverá arrancar sem problemas.
Se o seu disco rígido interno não é um SSD, depois destas mudanças convém desfragmentá-lo. Para isso, basta ir à pesquisa e escrever desfragmentar, escolher ‘Desfragmentar e Otimizar Unidades’, seleccionar a unidade C: e carregar no botão ‘Otimizar’.

4- Executar software portátil
Ter os programas num SSD externo não significa que os possa correr noutros computadores, porque o Windows guarda informação no registo, ou seja, de forma local em cada PC.

Contudo, existem softwares que têm versões portáteis (portable) que correm em discos externos e pens USB que podem usados em qualquer computador, já que não são instalados. Um dos sites que tem uma das maiores variedades deste tipo de versões de software é o portableapps.com. Faça o download da PortableApps Platform, depois instale-a no disco externo ‘Software’ que criou anteriormente e a partir daí siga as instruções da ferramenta e instale as versões portáteis dos seus programas favoritos, como o Firefox, LibreOffice, Google Chrome, VLC, entre muitos outros.

São mais de quatrocentas aplicações diferentes divididas em diversas categorias para que seja mais fácil encontrá-las. Sempre que abrir a PortableApps através do respectivo ícone que fica disponível no seu SSD externo, vê um menu com os programas que instalou e pode usá-los, sem ocupar espaço no seu computador.