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Smartphone diminuto

Grande parte da nossa capacidade produtiva digital ainda se sustenta num teclado e rato de um computador tradicional.

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Até finais de 2019, eram cada vez mais as pessoas que utilizavam o seu smartphone como principal equipamento de acesso à informação pessoal. Em casos mais extremos, os utilizadores eram capazes de prescindir de qualquer outro equipamento na sua utilização pessoal quotidiana.

É um facto que a actual capacidade dos smartphones nos permite efectuar, praticamente, todas as tarefas digitais de que necessitamos. Até actividades mais complexas, como compras on-line, a entrega da declaração de IRS ou gerir uma conta bancária, podem já ser feitas de uma forma simplificada, num smartphone. E mesmo aquelas que não fossem, de todo, possíveis de fazer num smartphone, não seriam um grande problema, pois poderíamos sempre contar com o acesso a um computador no local de trabalho ou até mesmo de um amigo.

Toda uma nova tendência de transportar o potencial de computação pessoal de que necessitamos na palma da nossa mão vê-se completamente contrariada com o início de 2020, com a sua pandemia a obrigar ao confinamento das famílias, em casa. Isto obrigou a partilhar, quase em simultâneo, equipamentos, sistemas de comunicação e até mesmo espaços de trabalho. Surge a necessidade de replicar em casa o ambiente e as ferramentas de trabalho de forma a assegurar a manutenção da produtividade pessoal e criar novos processos para funcionamento remoto, que na esmagadora maioria das vezes não são adequados para uso em smartphones.

Tivemos de descobrir novos caminhos para permanecer produtivos; no entanto, as soluções que encontramos em termos de infraestruturas caseiras passaram, em muitos casos, por equipar as nossas casas com mais computadores (fixos ou portáteis).

Podemos dizer que, tecnicamente, não é impossível trabalhar ou estudar a partir de um smartphone, mas na realidade as limitações ergonómicas dos mesmos, e principalmente os hábitos de trabalho dos seus utilizadores, inviabilizam-os para um uso intensivo.

Toda esta adversidade permite-nos concluir que grande parte da nossa capacidade produtiva digital ainda se sustenta num teclado e rato de um computador tradicional.

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