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Governo Chinês pondera retaliar devido a novas restrições impostas à Huawei

Em causa estão novas imposições criadas pelos EUA que impedem a todas as empresas, incluindo internacionais, de venderem componentes semicondutores à Huawei, se estes tiverem sido criados com software e tecnologia norte americana.

O Departamento Norte Americano de Comércio reforçou as restrições já existentes à Huawei, através da criação de novas alíneas que impedem que todas as empresas fabricantes de componentes semicondutores, de poderem vender os seus produtos à Huawei, e parceiras, se os mesmos tiverem sido desenvolvidos com software e tecnologia Norte Americana.

Estas medidas pretendem impedir que empresas como a TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Co.) de vender componentes à Huawei, bem como à HiSilicon, empresa do grupo responsável pelo fabrico dos seus próprios componentes semicondutores. Apesar de estas medidas já terem entrado em vigor, os componentes é permitida a entrega dos componentes que ainda estão a ser produzidos, desde que sejam entregues num prazo máximo de 120 dias. Após esse período, só através de um licenciamento requisitado às autoridades dos EUA.

SoC-Kirin

Tendo em conta esta situação, tanto a Huawei como o Governo Chinês revelaram que estas novas medidas, juntando-se às já existentes, são completamente arbitrárias e prejudiciais para toda a indústria mundial. Como forma de retaliação, o Governo Chinês prepara-se para criar uma lista de empresas que terão restrições impostas, como a Apple, Cisco e Qualcomm, sendo igualmente anuladas todas as encomendas de aeronaves Boeing realizadas por companhias aéreas chinesas.

A serem impostas estas restrições, isso poderia levar a perdas de milhões para as referidas empresas Norte Americanas, já que na Apple, por exemplo, quase 15% das suas receitas provêm da China. Já a Huawei poderá estar a prepara-se para mudar de fornecedores, sendo a Samsung e a SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation) possíveis soluções, tendo esta última recebido um investimento de 2.2 mil milhões de dólares para melhorar o volume e os processos de fabrico.

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