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Número de utilizadores vítimas de “stalkerware” cresceu 28% em Portugal

Os programas são executados em segundo plano sem as vítimas se aperceberem ou consentirem.

Os chamados “programas de stalkerware” (spyware comercial frequentemente utilizado como ferramenta doméstica para espionagem) acarretam consigo a possibilidade de intrusão na vida privada dos utilizadores.

Ao utilizarem os mesmos, os hackers conseguem aceder às mensagens pessoais das vítimas, bem como às suas fotografias, redes sociais, localização e às gravações de câmara ou áudio – e, em alguns casos, conseguem fazê-lo em tempo real.

Ao contrário das aplicações legítimas de controlo parental, estes programas são executados de forma oculta, em segundo plano, sem as vítimas se aperceberem ou consentirem. Estes programas de stalkerware são frequentemente promovidos como um software para espiar os parceiros dos utilizadores.

Nos primeiros oito meses de 2019, mais de 37 mil utilizadores a nível mundial foram vítimas de, pelo menos, uma tentativa de infiltração nos seus dispositivos com stalkerware, o que representa um aumento de 35% face ao mesmo período em 2018.

Apesar de Portugal não estar no topo da lista dos países mais afectados, 93 utilizadores portugueses de smartphones já foram vítimas de stalkerware desde o inicio do ano, um aumento de cerca de 28% face a 2018.

Apesar destes números globais poderem ser inferiores quando comparados a outros tipos de malware, é importante recordar que, ao contrário das ameaças mais frequentes, o stalkerware é utilizado contra vítimas em específico.

Perante este cenário, algumas variações de stalkerware têm-se tornado disponíveis no mercado. Nos primeiros oito meses de 2018, as tecnologias da Kaspersky detectaram 290 potenciais ameaças perigosas e, em 2019, este número cresceu para quase um terço, alcançando os 380.

“Nos últimos meses, temos trabalhado bastante para aumentar as capacidades de detecção de stalkerware dos nossos produtos e vamos continuar a fazê-lo, juntamente com outros players da indústria para combater os hackers. No entanto, ainda temos algumas questões por resolver como, por exemplo, definir e encontrar consenso numa definição de stalkerware que possa ser reconhecida por todos na indústria. Isto irá ajudar a distinguir melhor o software e, consequentemente, garantir uma melhor protecção dos utilizadores face aos abusos à sua privacidade”, afirmou Vladimir Kuskov, especialista em segurança da Kaspersky.

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