Descomplicómetro – Gráficos Integrados

Já lhe falámos, em tempos, sobre como funciona uma GPU, mas ainda não lhe tínhamos explicado como funcionam as controladoras gráficas integradas. Vamos a isso!

Uma GPU (Unidade de Processamento Gráfico) é desenvolvida para lidar só com processamento gráfico, ou cálculos dedicados, utilizando ligações específicas para comunicar com as suas memórias, e uma interface PCI-Express de última geração, para garantir largura de banda suficiente para comunicar com o resto do sistema.

No caso das unidades de GPU integradas, a situação não é muito diferente, embora este esteja, tal com o nome indica, integrado num outro componente do sistema. Anteriormente integrado no chipset do sistema, para tirar partido da comunicação mais rápida entre este e as memórias, está actualmente embutido no processador do sistema, visto ser esta a localização do controlador de memórias de qualquer computador moderno, tirando assim partido da rápida comunicação entre o CPU, controlador de memória e as próprias memórias. Como deverá já ter percebido, esta solução implicará a utilização de parte das memórias do sistema, em vez de memórias dedicadas como numa placa gráfica.

Vantagens e desvantagens

A vantagem de utilização de um controlador gráfico integrado tem que ver com custos de produção, já que estes são produzidos no próprio processador, recorrendo a processos de fabrico optimizados e com custos mais baixos face aos de um GPU dedicado, bem como pelo facto de consumirem menos energia e gerarem menos calor, o que por sua vez, num computador portátil, se traduz em maior autonomia da bateria.

Porém, em contrapartida, estas unidades integradas oferecem um nível de desempenho significativamente inferior, bem como ao consumirem recursos das memórias do sistema, acabam por influenciar o desempenho total do sistema.

Melhorias significativas

Felizmente, temos assistido à criação de soluções gráficas integradas cada vez mais potentes, sendo uma das soluções a da criação de uma unidade gráfica dedicada, que é posteriormente associada ao CPU quando colocada na base de circuitos integrados do processador.

Esta solução permite que cada unidade funcione à sua velocidade de forma independente, sem prejudicar ou influenciar o funcionamento das restantes. Actualmente uma unidade dedicada, como a solução usada nos novos AMD Ryzen5 2400G, oferece já um desempenho considerável, podendo ser usada com jogos como Overwatch, Fortnite, CS:GO, Player Unknown’s Battlegrounds, DOTA 2 e Rocket League, além de ser compatível com até quatro ecrãs 4K.

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Editor da revista PCGuia, com mais de 10 anos no mercado de publicações tecnológicas. Grande adepto de tudo o que seja tecnológico, ficção científica e quatro rodas.
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