Afinal o que é o Android One?

No inicio era uma forma de trazer uma iteração mais simples do Android feita especialmente para os smartphones menos poderosos, mas agora já é mais que isso.

A Google descreve o Android One como o “Android mais puro de todos”. Ao contrário do Android Go, que é uma versão mais leve do sistema operativo para dispositivos móveis da Google, pensado para funcionar bem em hardware mais fraco, o Android One é mais uma versão mais parecida com a que se encontra nos terminais Google Pixel.

Nem sempre foi assim. Quando a Google lançou a iniciativa Android One em 2014, o conceito era diferente. À medida que os mercados emergentes evoluíram e com essa evolução, as necessidades e expectativas dos consumidores mudaram, o Android One também foi mudando. Vejamos como:

Primeiros anos

O Android One nasceu em 2014 com o anuncio feito pelo então responsável pelas plataformas móveis e agora CEO Sundar Pichai na conferência Google I/O. O plano seria chegar rapidamente aos mercados emergentes com smartphones Android de baixo custo que estivessem de acordo com um conjunto de padrões para colocar o conhecimento nas mãos de todos. Quatro meses depois os primeiros dispositivos Android One chegaram às lojas na Índia, Paquistão, Bangladesh, Indonésia e mais alguns mercados asiáticos por cerca de 80 euros.

A intenção de chegar a mais de 1000 milhões de utilizadores não correu muito bem no primeiro ano. Assim, em 2015, a Google aumentou o âmbito do Android One com o Infinix Hot 2 X510 que saiu primeiro na na Nigéria e mais tarde nos Camarões, Egipto, Gana, Costa do Marfim, Quénia, Marrocos e Uganda.

2016/17: Os anos da mudança

Dois anos depois do lançamento do Android One, o sistema operativo começou a mudar, ou, segundo um dos responsáveis do projecto, “expandiu-se” para incluir novos parceiros, locais e preços, incluindo o Japão e a Turquia.

Um ano mais tarde o Android One foi melhorado com um novo conjunto de garantias: a remoção do bloatware, a inclusão das versões mais recentes das apps Google, segurança melhorada e a garantia de actualizações rápidas para as últimas versões do sistema operativo.

Até à edição deste ano do Mobile World Congress, o último equipamento a receber o Android One foi o Xiaomi Mi A1, que começou a ser vendido em Setembro de 2017. Este smartphone tem duas câmaras, entrada USB-C e um ecrã HD de 5,5 polegadas, o que o coloca já muito longe de um simples “feature phone”.

Xiaomi Mi A1

Xiaomi Mi A1

2018

Segundo Fabian Teichmueller, o responsável na Google pelas parcerias europeias para Android explicou a visão da empresa para o Android One:

“Existem três pilares no Android One: A inteligência que lhe permite ter uma interface muito mais simples. Terá sempre a última versão do sistema operativo e têm a garantia de dois anos de actualizações.”

Também tem a ver como hardware – a Google trabalha directamente com os fabricantes de dispositivos OEM para assegurarem que os produtos estão de acordo com um conjunto de métricas-chave que incluem o desempenho, o tempo de vida da bateria e a quantidade de espaço de armazenagem.

HTC U11

O HTC U11 também inclui o Android One

Android One, Android Go e o Pixel

O Android Go, uma versão simplificada e mais leve do Android 8.0 Oreo, está a ocupar o lugar do Android One. Por exemplo, o Nokia 1 vai estar disponível em alguns mercados por cerca de 70 euros. Com esta versão do sistema operativo os vários fabricantes poderão oferecer praticamente as mesmas funcionalidades dos smartphones Pixel da Google que substituíram a linha Nexus como ofertas principais da empresa de Mountainview, mas a preços muito mais baixos.

Isto quer dizer que quem comprar um destes equipamentos vai ter acesso a uma interface simplificada, ao Google Assistant mais dois anos de actualizações garantidas, para além de uma bateria de longa duração e de hardware durável.

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Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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