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A ler: Kaspersky Lab: Software mineiro malicioso tornou-se numa grande tendência em 2017
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PCGuia > Notícias > Hardware > Kaspersky Lab: Software mineiro malicioso tornou-se numa grande tendência em 2017
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Kaspersky Lab: Software mineiro malicioso tornou-se numa grande tendência em 2017

Luis Vedor
Publicado em 12 de Janeiro, 2018
Tempo de leitura: 4 min
Security New

Paralelamente ao aumento do mercado das criptomoedas, o lançamento, por parte dos hackers, de software mineiro malicioso com o qual conseguem lucros fáceis tornou-se numa grande tendência em 2017.

Os hackers estão a utilizar diferentes ferramentas e técnicas, como a elaboração de campanhas que envolvem adware ou software cracked, de forma a afectar o maior número possível de computadores.

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Os especialistas da Kaspersky Lab identificaram recentemente vários websites, criados através de um design padrão que oferecem aos utilizadores, de forma gratuita, software pirateado como programas e aplicações conhecidas para computadores.

Tendo em conta o quão difundido o software pirata é, criar uma “página inicial” não é tarefa difícil para os hackers, que têm utilizado nomes de domínios semelhantes aos verdadeiros, de forma a confundir o mais possível os utilizadores.

Segundo a Kaspersky Lab, o verdadeiro propósito destes sites é a difusão de um software mineiro. Como resultado, na procura por aplicações gratuitas, os utilizadores «estão a colocar-se em maior risco do que imaginam».

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Juntamente com o ficheiro transferido, os utilizadores receberam um mineiro que foi imediatamente instalado com o software pretendido. De seguida, o mineiro começou a operar silenciosamente no computador da vítima, utilizando-o para gerar criptomoedas que vão directamente de volta para os hackers.

O arquivo instalado inclui também ficheiros de texto que contém a informação de inicialização – um endereço da wallet dos hackers, bem como um mining pool – um servidor especial que reúne vários participantes e distribui uma tarefa de extracção entre os seus computadores. Em troca, os participantes recebem a sua quota-parte da criptomoeda.

Devido ao facto de a extracção de Bitcoins e outras criptomoedas ser actualmente uma operação que consome muito tempo e recursos, os espaços proporcionam uma maior eficiência e velocidade de produção de criptomoedas.

Os investigadores da Kaspersky Lab identificaram que, em todos os casos, os hackers utilizaram o software do projecto NiceHash, que recentemente sofreu uma falha de cibersegurança elevada e que resultou no roubo de criptomoedas no valor de milhões de dólares. Algumas das vítimas estavam conectadas a um espaço de extracção com o mesmo nome.

Uma outra funcionalidade detectada pelos especialistas da Kaspersky Lab permite aos hackers alterar remotamente um número ou espaço instalado anteriormente.
Desta forma, os hackers garantiram a si próprios a oportunidade de distribuir fluxos de extracção e alterar o destino final das criptomoedas quando precisarem, ou fazer o computador da vítima trabalhar para um outro espaço de extracção.

«Apesar de não ser considerado malicioso, o software mineiro diminui a velocidade de desempenho do computador, o que inevitavelmente afecta a experiência do utilizador juntamente com um aumento na conta de electricidade da vítima. Como resultado, a utilização de software pirata aparentemente seguro leva a vítima – por sua própria conta – a contribuir para o enriquecimento de terceiros. Aconselhamos os utilizadores a estarem atentos e a utilizar software legal para evitar situações idênticas», disse Alexander Kolesnikov, Investigador de malware na Kaspersky Lab.

Via Kaspersky Lab.

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Etiquetas:criptomoedashackerKaspersky Labsoftwaretecnologia
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