Descomplicómetro – OLED

Entre as vantagens principais desta tecnologia está a possibilidade de se criarem dispositivos mais finos. Isto acontece porque, ao contrário da tecnologia LCD, os ecrãs OLED dispensam a presença...

Entre as vantagens principais desta tecnologia está a possibilidade de se criarem dispositivos mais finos. Isto acontece porque, ao contrário da tecnologia LCD, os ecrãs OLED dispensam a presença de um sistema de retroiluminação visto que são os elementos que compõem os píxeis que emitem a luz. Outra das vantagens são o menor consumo energético em relação aos LCD com retroiluminação LED e um contraste maior, devido também ao facto de não ser usado nenhum sistema de retroiluminação.

O desenvolvimento da tecnologia precursora do OLED começou nos anos 50 do século passado na Universidade de Nancy, em França. Foi André Bernanose que descobriu a bioluminescência de alguns materiais orgânicos quando lhes era aplicada corrente eléctrica.

Em 1960, Martin Pope, da Universidade de Nova Iorque, liderou a equipa que definiu a forma e os requisitos da injecção de energia eléctrica que ainda hoje são usados nos ecrãs com tecnologia OLED. Contudo, só em 1987 é que investigadores da Eastman Kodak construíram o que se pode considerar o primeiro dispositivo OLED.

OLEDA tecnologia OLED é composta por uma camada de material orgânico “ensanduichada” entre um ânodo (carga positiva) e um cátodo (carga negativa). Quando é passada energia eléctrica pelo sistema, o material orgânico brilha.

Como todas as tecnologias, os ecrãs OLED também têm desvantagens, com uma delas ser o preço. Como é uma tecnologia ainda muito nova, o valor de um ecrã OLED ainda é superior ao de um ecrã LCD. Depois há o problema do tempo de vida. Segundo um estudo de 2008, ao fim de mil horas de utilização, a luz azul dos painéis OLED degrada-se em 12%, a vermelha em 7% e a verde em 8%. Um OLED azul perde metade do brilho ao fim de catorze mil horas, o que corresponde a uma utilização de oito horas por dia durante cinco anos. A degradação do componente azul do OLED leva também à degradação das cores da imagem.

Variantes mais comuns da tecnologia OLED

AMOLED

AMOLED é um sigla que significa Active Matrix Organic Light-Emitting Diode. Trata-se de uma evolução da tecnologia OLED que mistura a tecnologia de transístores TFT (Thin Film Transistor) usada tradicionalmente para controlar os píxeis em ecrãs LCD com a tecnologia OLED. Esta mistura permite um controlo preciso sobre a quantidade de energia que passa em cada elemento de imagem, controlando assim o seu comportamento com mais precisão.

Super AMOLED

A tecnologia Super AMOLED foi desenvolvida pela Samsung e não é mais que a integração do sistema de detecção de toque no próprio painel AMOLED. Este sistema melhora o brilho do ecrã e permite a construção de dispositivos mais finos.

 

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Sou director da PCGuia há alguns anos e gosto de tecnologia em todas as suas formas. Estou neste mundo muito por culpa da minha curiosidade quase insaciável e por ser um fã de ficção científica.
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