A empresa liderada por Sam Altman anunciou esta terça-feira a chegada de um novo modelo de inteligência artificial ao mercado. A OpenAI disponibilizou o GPT-6.1 Terra, a segunda proposta a integrar a recente série GPT-6.1, que se junta assim ao já conhecido GPT-6.1 Sol. Este modelo surge como o sucessor directo do modelo GPT-5.6 Terra e promete avanços significativos na forma como a tecnologia lida com a comunicação e com tarefas baseadas em computador. A gigante tecnológica sublinha que os utilizadores podem esperar uma ferramenta altamente capaz de redigir propostas complexas, interpretar desenhos técnicos com precisão, preencher formulários de forma autónoma e até editar vídeos. Actualmente, a OpenAI disponibiliza o GPT-6 em todas as versões do ChatGPT, mas esta nova iteração Terra destina-se especificamente a todos os subscritores dos planos Plus, Pro, Enterprise e Edu. Os utilizadores podem aceder a esta novidade através do ChatGPT Work e do Codex, enquanto os programadores têm a porta aberta através da API de aplicações da empresa.
Melhorias nas tarefas informáticas e testes de raciocínio
Para comprovar as capacidades desta nova geração, a OpenAI submeteu o modelo a uma bateria de testes. No teste de referência Agents’ Last Exam, concebido especificamente para avaliar as capacidades de utilização de computadores por parte de uma inteligência artificial, o GPT-6.1 Terra obteve resultados impressionantes. Com um esforço de raciocínio médio, o modelo registou uma pontuação 15 pontos percentuais superior à do seu antecessor, para conseguir este feito a um terço do custo por milhão de tokens. Curiosamente, a nova proposta também conseguiu ultrapassar o seu parceiro de série, o GPT-6.1 Sol, neste mesmo teste. Quando levado ao esforço máximo de raciocínio, o Terra alcançou 60 pontos percentuais, deixando para trás os 58,6 pontos percentuais do Sol, ao mesmo tempo que se revelou notavelmente mais eficiente em termos de custos operacionais.
A avaliação estendeu-se ao OSWorld 2.1, um ambiente que testa a utilização de aplicações de computador para concluir tarefas com múltiplos passos, como a construção de um modelo tridimensional a partir de um desenho técnico. Neste cenário, o GPT-6.1 Terra marcou 53,8 pontos percentuais num nível de raciocínio baixo. Em contraste, a geração anterior obteve uma pontuação inferior mesmo quando operava no esforço máximo de raciocínio, o que implicava gastos superiores para os utilizadores. No que diz respeito ao raciocínio visual, avaliado através do teste MMMU-Pro, a nova versão superou o GPT-5.6 e obteve uma pontuação quase idêntica à do GPT-6.1 Sol quando configurada para um esforço de raciocínio extremamente alto.
Desempenho de programação e estrutura de preços
O desenvolvimento de software também beneficia com esta actualização tecnológica. No teste Terminal-Bench 4.0, que examina as capacidades de resolução de problemas de agentes de programação, o modelo da OpenAI teve um desempenho quase equiparado ao do Claude Sonnet 5.5 da Anthropic, quando ambos funcionavam num esforço de raciocínio médio. Para tornar a adopção desta tecnologia apelativa para as empresas e programadores, a OpenAI estabeleceu uma tabela de preços bastante agressiva. O custo da interface padrão do GPT-6.1 Terra fixou-se em $1 (cerca de 0,95 euros) por milhão de tokens de entrada. Os tokens de entrada em cache custam agora $0.05 (cerca de 0,05 euros) por milhão, enquanto os tokens de saída têm um valor de $5 (cerca de 4,60 euros) por milhão. A empresa fez questão de destacar que estes valores representam uma redução de 50 por cento em comparação com os preços praticados tanto para o GPT-5.6 Terra como para o GPT-6.1 Sol.
Maior resistência a instruções maliciosas
Para além do desempenho puro e da eficiência económica, a segurança e a fiabilidade mereceram uma atenção especial por parte dos engenheiros da empresa. A OpenAI garante que o GPT-6.1 Terra apresenta uma taxa de erro consideravelmente mais baixa, o que se traduz numa redução drástica das chamadas alucinações e dos erros factuais que costumam afectar os modelos de linguagem de grande escala. Durante os testes internos, a nova inteligência artificial demonstrou uma resistência muito mais forte a instruções maliciosas concebidas propositadamente para desviar o sistema do seu propósito original. A tecnologia está agora mais propensa a manter-se dentro do âmbito da tarefa solicitada e a divulgar de forma honesta as suas próprias limitações e potenciais bloqueios ao utilizador, para marcar uma evolução clara em relação à postura do seu antecessor perante comandos complexos ou dúbios.
