A ferramenta Deep Tech Finder da Organização Europeia de Patentes (OEP) revela que Portugal ocupa a 15.ª posição na Europa em número de spin-offs de investigação que apresentam pedidos de patente. Das 53 empresas identificadas, 42 (79,2%) encontram-se numa fase inicial de crescimento, procurando transformar as suas tecnologias em produtos prontos a entrar no mercado e assegurar financiamento para expandir as suas operações.
As outras três spin-offs (5,7%) encontram-se numa fase de expansão acelerada (breakout stage), duas (3,8%) atingiram uma fase avançada de crescimento e seis (11,3%) foram adquiridas por empresas de maior dimensão.
A entidade considera uma spin-off como «uma nova empresa criada a partir de uma organização maior (como uma empresa-mãe, universidade ou centro de investigação) para explorar comercialmente uma tecnologia, produto ou investigação específica de forma independente».
Além disso, a OEP lançou um painel de indicadores dedicado à investigação pública europeia, que permite explorar a actividade de patenteamento por país, instituição e área tecnológica. Assim, em 2025, o INESC TEC liderou a posição nacional de organizações públicas de investigação e universidades em Portugal, com 14 pedidos de patente europeia, seguido da Universidade do Porto, com 13, e da Universidade de Coimbra, com 11. A Universidade NOVA de Lisboa (10) e a Universidade de Aveiro (9) completam os cinco primeiros lugares.
Entre as principais áreas tecnológicas abrangidas pelos pedidos de patente destas instituições destacam-se as tecnologias informáticas, a engenharia, a biotecnologia e as tecnologias médicas.
