A Google disponibilizou ao público uma nova funcionalidade no Google AI Studio que permite gerar aplicações Android personalizadas apenas através da introdução de comandos de texto. Esta ferramenta, que passou por vários meses de testes beta e pré-registo, destina-se exclusivamente a uso pessoal. Os utilizadores podem criar utilitários simples, como monitores de hábitos ou questionários de estudo, sem necessitarem de conhecimentos prévios de programação. Segundo o site ExtremeTech, o processo é assegurado pelo Antigravity Agent da empresa norte-americana, que constrói um projecto completo em Kotlin e Jetpack Compose. Isto garante que o resultado final é uma aplicação nativa e não um mero invólucro web.
Capacidades e restrições do sistema
Depois de gerar o código, o utilizador pode pré-visualizar a criação num emulador de Android alojado na nuvem, editar a programação directamente ou descarregar o projecto num ficheiro ZIP para o Android Studio. Estas ferramentas suportam o acesso a componentes físicos do telefone, como a câmara, o GPS, o acelerómetro e o Bluetooth, além de permitirem ligações à API do Gemini. No entanto, o sistema apresenta várias limitações técnicas. Os projectos estão restritos a funcionalidades do lado do cliente, o que impossibilita a utilização de serviços de servidor como o Firebase ou modos multijogador. A plataforma suporta apenas projectos de um módulo e uma actividade, deixando de fora outros sistemas operativos como o Wear OS ou a Android TV. O próprio emulador integrado no browser não consegue aceder à câmara, ao NFC, ao Bluetooth ou aos serviços do Google Play. Este tipo de avanços na automação aproxima-se da tendência actual do mercado, onde a inteligência artificial começa a executar tarefas de forma autónoma.
Distribuição e custos
Para aceder a esta novidade, basta ter uma conta Google normal. A gigante tecnológica eliminou a necessidade de possuir um perfil de programador no Google Play ou de pagar a habitual taxa de inscrição. As aplicações geradas correm através do Google Play, mas ficam alojadas numa secção privada da loja, totalmente separadas do catálogo público e inacessíveis a terceiros. Caso o criador pretenda partilhar a sua obra com a comunidade Android, terá obrigatoriamente de passar pelo processo normal de submissão de programadores.
