A Anthropic emitiu um aviso alarmante sobre a capacidade actual de automatizar todas as fases de um ataque informático. Os agentes de inteligência artificial conseguem agora executar tarefas desde a identificação de alvos e roubo de credenciais até à movimentação lateral nas redes e extracção de dados. A informação surgiu num relatório recente sobre ameaças digitais.
O documento, publicado em Setembro de 2026, descreve campanhas onde os modelos de linguagem deixaram de ser apenas assistentes de programação para passar a integrar activamente as operações maliciosas. As actividades analisadas e interrompidas ocorreram entre Dezembro de 2025 e Agosto de 2026. Grupos apoiados por estados, criminosos comuns e activistas isolados utilizaram as variantes Claude Haiku, Sonnet e Opus para potenciar as suas invasões. A aplicação destas tecnologias reduziu drasticamente o tempo, o número de operacionais e o conhecimento técnico necessário para comprometer múltiplas vítimas.
Estruturas de ataque autónomo
As plataformas públicas de agentes conseguem interligar os modelos de inteligência artificial com ferramentas desenhadas para analisar sistemas, testar vulnerabilidades, executar comandos e processar informação roubada. Os operadores humanos mantêm a responsabilidade de escolher os alvos finais e rever os resultados obtidos, mas delegam cada vez mais o trabalho intermédio nestes sistemas. Este cenário de automação maliciosa levanta preocupações globais, num contexto em que várias plataformas online sofrem pressão contínua e a própria Wikimedia denunciou ataques de agentes de inteligência artificial da OpenAI às suas infraestruturas.
As metodologias sofisticadas alastraram rapidamente para lá dos grupos patrocinados por governos, chegando a pequenos gangues criminosos. Ferramentas específicas, como a plataforma PentAGI, fornecem sistemas reutilizáveis para coordenar estes operacionais digitais, facilitando a adopção generalizada destes fluxos de trabalho. O relatório da Anthropic destaca ainda um caso específico que envolve o grupo classificado como GTG-20006, demonstrando a aplicação prática e preocupante destas novas tácticas no panorama actual da cibersegurança.
