O mercado de hardware prepara-se para acolher uma evolução significativa nas placas gráficas durante os próximos anos. A transição para os novos módulos de memória GDDR7 promete melhorar o desempenho e optimizar o espaço físico nos circuitos impressos. De momento, as placas direccionadas aos consumidores finais utilizam essencialmente chips de 2 GB. No entanto, segundo o site VideoCardz, a indústria planeia disponibilizar capacidades de 4 e 6 gigabytes entre 2027 e 2028. Esta alteração vai permitir configurações muito mais generosas sem exigir um número excessivo de componentes.
Mais memória com menor complexidade
A integração destas novas densidades traz vantagens evidentes para a arquitectura do hardware. Se tomarmos como exemplo prático as gamas de entrada, uma futura placa de 16 GB poderá ser construída com apenas quatro chips de 4 GB. Este cenário contrasta com as limitações actuais, onde os módulos de 3 GB continuam a ser extremamente caros de produzir. É precisamente este custo elevado que tem atrasado algumas versões actualizadas no mercado, o que passa a limitar a adopção destes componentes de três gigabytes a produtos de nicho ou a equipamentos móveis de topo focados em gráficos de última geração.
Ao subir na hierarquia de desempenho, as possibilidades tornam-se ainda mais impressionantes. Se os fabricantes utilizarem quatro chips de seis gigabytes, conseguirão oferecer 24 gigabytes de memória de vídeo através de uma interface de 128 bits. Por outro lado, a combinação de oito unidades de quatro gigabytes garante uns massivos 32 gigabytes num barramento de 256 bits. O aumento da densidade máxima por pacote, que pode atingir os 64 Gb, reduz drasticamente a complicação nas linhas de comunicação físicas das placas de estação de trabalho. Esta simplificação é vital para as empresas que necessitam de gerir o espaço limitado nos circuitos impressos de forma mais inteligente.
Especificações técnicas e longevidade
A tecnologia subjacente a esta nova geração apresenta um conjunto de características bastante robustas. A norma GDDR7 opera com uma tensão de alimentação extremamente baixa face aos padrões anteriores, ao utilizar um sistema de sinalização PAM de três níveis que garante uma eficiência energética assinalável. Em termos de largura de banda total num barramento de 256 bits, estamos a falar de uns impressionantes 1024 GB por segundo. Estas especificações fundem-se perfeitamente com a taxa de transmissão de dados QDR e o formato de empacotamento de alta densidade que utiliza 266 pontos de contacto. A margem de progressão para a velocidade ainda é enorme, dado que a primeira vaga arranca nos 32 gigabits por segundo, mas o limite máximo da especificação aponta para os 48 gigabits por segundo.
Com uma base tecnológica tão sólida, a longevidade deste padrão de memória parece estar assegurada para lá de uma única geração de processadores gráficos. Os chips de 4 GB deverão massificar-se nas placas de consumo geral, enquanto as unidades de 6 GB farão a sua estreia em soluções profissionais de alta capacidade.
