A Uber vai integrar os drones da Zipline na plataforma Uber Eats, com as primeiras entregas previstas até ao final de 2026. As duas empresas estabeleceram como meta atingir um «milhão de encomendas diárias» através destes aparelhos até ao final de 2029.
O serviço começa nas regiões dos Estados Unidos onde a Zipline já está presente, antes de chegar a «dezenas de outras cidades». Segundo a Uber, os drones poderão concluir uma entrega entre «cinco e dez minutos», depois de o cliente fazer o pedido.
A parceria inclui um investimento da Uber na Zipline, mas nenhuma das empresas revelou o montante envolvido. A tecnológica tem estabelecido acordos com vários operadores de entregas autónomas para aumentar a cobertura da Uber Eats sem desenvolver uma frota própria.
Esta estratégia replica o modelo usado nos robotáxis, área na qual a Uber já comprometeu mais de oito mil milhões de euros com dezenas de empresas. No sector das entregas aéreas, a plataforma também tem um acordo com a Flytrex, uma startup israelita na qual fez um investimento minoritário em 2025.
Para Portugal, este continua a ser um cenário de ficção científica; apesar de a Uber Eats testar entregas com drones nos Estados Unidos desde 2019 (embora não tenham dado origem a um serviço comercial permanente), a empresa nunca deu indicações para testar este formato no País.
