Os ficheiros de instalação do Windows estão a atingir proporções colossais. Se notou que as imagens ISO do sistema operativo da Microsoft demoram cada vez mais tempo a descarregar, saiba que não é imaginação sua. Na última década, o tamanho destes downloads duplicou, ultrapassando agora a marca dos 8 GB.
A explosão de ficheiros e pastas
Os dados concretos mostram uma realidade surpreendente. De acordo com uma análise partilhada pelo site ZDNET, baseada nos estudos de Michael Niehaus (um antigo especialista de implementação do Windows na Microsoft), o crescimento é drástico. Entre a versão 24H2 (lançada em Novembro de 2024) e a versão 25H2 (de Julho de 2026), a empresa adicionou quase 6000 novas pastas e mais de 20 000 novos ficheiros ao sistema. Mesmo ao utilizar a ferramenta oficial Media Creation Tool, o ficheiro final ronda os 6,8 GB, quase o dobro do tamanho do lançamento original do Windows 10 em 2015.
O principal motivo para este aumento de peso não é um mistério. A integração profunda de ferramentas de Inteligência Artificial, especialmente os ficheiros necessários para suportar os PC Copilot+, exige um espaço considerável. A Microsoft introduz constantemente novos recursos pesados e, por vezes, instala novas aplicações de fotografias sem qualquer aviso prévio aos utilizadores, o que contribui para o aumento contínuo do volume do sistema.
Evolução natural ou excesso de peso?
A queixa sobre o peso excessivo do Windows não é nova. Na época do Windows XP, muitos críticos consideravam um absurdo o sistema exigir 2 GB de espaço no disco rígido. Contudo, o cenário actual apresenta desafios diferentes. No passado, as empresas e os fabricantes resolviam o problema ao adicionar mais hardware. Hoje, com os preços da memória e do armazenamento a manterem-se elevados, essa solução deixou de ser viável.
Os requisitos oficiais do Windows 11 exigem um mínimo de 64 GB para a unidade de sistema. Numa instalação limpa da versão mais recente, o sistema chega a ocupar cerca de 28,2 GB antes mesmo de terminar a configuração e de instalar as últimas actualizações. Isto significa que quase metade do espaço mínimo exigido desaparece logo no primeiro arranque, a deixar pouco espaço de manobra para os utilizadores.
