Quem não quiser estar a estourar orçamento numa escova de dentes eléctrica que seja quase um projecto de ficção científica pode ter em conta esta Sonicare de entrada de gama que, por cerca de cinquenta euros, nos mete na mão (e na boca) as funcionalidades mais básicas. Aqui, não temos uma cabeça rotativa, que acaba por ser mais natural, mas uma tecnologia de vibração de alta frequência. Segundo a Philips, são feitos até 62 mil movimentos por minuto e isso sente-se bem, sobretudo no nível mais forte (há três), onde a escovagem se torna demasiado agressiva para uma utilização prolongada. Para alternar entre estes níveis, usamos o único botão da Sonicare 3100, mas nem sempre é claro se a mudança foi efectuada, pelo que tivemos de tirar algumas vezes a escova da boca para confirmar que o indicador luminoso (de um a três pontos) estava aceso.
De resto, temos um modelo leve, com uma boa ergonomia e que, na prática, nos dá uma sensação bastante diferente das escovas rotativas tradicionais: enquanto nestas apenas temos de posicionar a cabeça sobre os dentes, com a 3100 somos levados a fazer alguns movimentos como se estivéssemos a usar uma tradicional. No que diz respeito à autonomia, a marca promete até catorze dias de utilização regular com uma única carga, algo que não conseguimos confirmar, pois a máquina chegou apenas uma semana antes do fecho desta edição.
O carregamento é feito através de uma base compacta ligada por USB-A, numa altura em que o USB-C já deveria ser a norma; contudo, como este não é propriamente um equipamento que necessite de fast charging, não é 100% condenável. Resta dizer que a caixa inclui duas cabeças, ambas com cerdas suaves (podiam ter incluído outro tipo), mas, tal como acontece com os smartphones, não vem com carregador para ligar a uma tomada. Já a ausência de Bluetooth e da integração com a app da Philips é uma limitação compreensível num modelo de entrada de gama, embora pudesse ser um argumento forte para tornar este modelo mais apelativo.
Distribuidor: Philips
Preço: €52,99
